Guia da Semana

Convivência em alerta

Alergia a cães e gatos é comum entre as crianças. Saiba como isso acontece e o que fazer para restabelecer a relação entre eles

Foto: Getty Images


É comprovado que o convívio de crianças com seus animais de estimação é importante para o desenvolvimento pessoal e social das mesmas. No entanto, essa convivência diária passa a ser bastante prejudicial para a saúde dos pequenos que são alérgicos a esses bichinhos. Diferente do que a maioria das pessoas imagina, não é o pelo dos cães e gatos, mas sim, a saliva ou a descamação da pele deles os grandes responsáveis por desenvolver alergia nas crianças.

 Sobre as causas

De acordo com a médica veterinária do hospital Pet Care, em São Paulo, Carla Berl, a descamação é uma espécie de caspa produzida por leveduras, conhecida como malassezia. Em casos mais graves, os animais podem desenvolver problemas de pele crônicos e prejudicar ainda mais o quadro alérgico das crianças.

Para os pequenos que possuem alergia à saliva dos gatos, o convívio com esses animais é ainda mais difícil. "A porcentagem de alergia a gatos é duas vezes maior do que a cães", relata Carla. Isso porque os felinos costumam se lamber mais para fazer sua higienização, e assim, espalha a saliva pelo corpo todo. A alergista do Hospital Balbino, do Rio de Janeiro, Izilda Bacil revela que os alérgenos - substâncias que provocam a alergia - são sempre encontrados na saliva dos animais. Já os pelos, podem desencadear a patologia por acumularem poeira e impurezas.

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Manifestações alérgicas

Dependendo da sensibilidade da criança aos agentes alérgicos, há variações de nível das reações alérgicas. Os principais sintomas são: urticária na pele, coriza, congestão nasal, espirros, falta de ar, tosse, crise de asma, coceira nos olhos, nariz ou garganta. Segundo Izilda, é mais comum que a alergia a animais venha acompanhada de outras sensibilizações, como a poeira e a ácaro, ao mesmo tempo.

Ela completa que a alergia é uma sensibilidade herdada dos pais e a criança já nasce com a predisposição de desenvolvê-la. Com o passar do tempo, o pequeno vai entrando em contato com diferentes substâncias e situações, através das quais a sensibilidade alérgica pode manifestar-se. "Quanto maior o contato, maior a sensibilização e maiores são os sintomas alérgicos", explica a médica-membro da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia.

Diagnóstico e tratamento

Para ter a confirmação de que é alérgica, a criança precisar passar por testes realizados por um alergista, que é o médico especializado na área. A maioria dos procedimentos inclui testes que expõem o paciente aos alérgenos e a constatação de alergia da-se quando há uma reação forte ou manifestação de urticária.

O tratamento mais indicado para as crianças que possuem alergia a animais é a vacina de Imunoterapia. "É o único método terapêutico capaz de mudar a forma com que o organismo reage aos alérgenos", pontua Izilda Bacil. A especialista acrescenta que o uso dos anti-histamínicos - ou antialérgicos - melhora os desconfortos, causados pela crise alérgica, apenas de maneira temporária.

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Convívio pacífico

Por mais complicado que pareça, é possível a convivência tranquila entre pessoas alérgicas e seus animais de estimação. "Desde que seja iniciado o tratamento com a vacina e que se  tenha certos cuidados, como não deixar os animais dentro do quarto da criança, menos ainda em sua cama", adverte a alergista.

A veterinária Carla é o exemplo de que é possível viver de maneira pacífica rodeada pelo seu elemento alérgeno. Ela é alérgica à caspa de cachorro e descobriu isso apenas no último ano de faculdade. "Cada vez que vem um animal com esse problema até o hospital veterinário, eu me protejo usando máscara. Caso contrário, eu desenvolvo rinite e posso chegar a ter sinusite", expõe.

Escolha das raças

Para ajudar os pais na tarefa difícil de escolher o bichinho ideal para as crianças alérgicas, a veterinária dá boas dicas. No caso dos cachorros, ela sugere a busca por raças que não perdem pelo com o tempo ou que façam poucas trocas, como poodle, schnauzer, yorkshire e lhasa apso. Diferente do que a maioria das pessoas imagina, as raças que possuem pelo pequeno, como dálmata ou basset, são as menos indicadas pela constante troca da pelagem.

Se a criança for alérgica à descamação da pele do cachorro, os pais devem evitar adquirir animais das raças cocker, basset hound e sharpei, por exemplo, pois eles costumam apresentar sérios problemas de pele.

Carla acrescenta que se os pequenos forem muito alérgicos, ela não aconselha que a família adquira um gato da raça persa, pois ele costuma perder bastante pelo. Já para os que possuem sensibilidade à saliva dos felinos, o problema é maior devido à maneira de higienização dos gatos, que expõe a criança ao contato constante com seu alérgeno.


Atualizado em 1 Dez 2011.

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