Guia da Semana

Crescer é mudar

É durante a adolescência que vivenciamos as maiores mudanças da nossa vida. No entanto, cada um tem seu próprio ritmo de crescer, mudar e amadurecer



A adolescência é uma fase de muitas mudanças, tanto emocionais e psicológicas, quanto físicas e comportamentais - isso todo mundo já sabe. Não existe um padrão de quando e como a gente começa a crescer, muito menos um manual do que fazer quando chega a primeira menstruação ou passamos a ter pêlos em lugares nunca antes imaginados. O que fazer quando o nosso corpo muda de repente?

De início, não sabemos muito bem como lidar com as transformações. Tudo que é novo e desconhecido causa estranhamento e receio, já que tendemos a preferir que as coisas fiquem como elas eram antes. Me lembro que fiquei menstruada com 13 anos, na casa do meu pai! Morri de vergonha e, escondida no banheiro, liguei pra minha mãe, pedindo para ela me buscar, mas não teve jeito: meu pai logo descobriu e ficou todo feliz que a filhinha dele tinha virado "mocinha". Depois, meus pais faziam questão de contar aos amigos e outros familiares que eu tinha "virado mulher". São coisas inevitáveis!

O fato de as mudanças não acontecerem ao mesmo tempo e da mesma forma com todo mundo também causa desconforto e insegurança, principalmente aquelas mais visíveis. O corpo dos meninos e das meninas passa a ficar mais definido, espinhas aparecem, a vida sexual e social se estende (com o primeiro beijo, a primeira transa, a primeira balada). Nas meninas, o crescimento dos seios se destaca, umas com mais, outras com menos. Os meninos que tem o corpo mais definido, outros menos. E tudo isso gera incômodo e uma certa competição.

Nesta época de incertezas, temos de ter consciência de que todo mundo vai crescer e se desenvolver. Algumas meninas terão mais ou menos peito, mais ou menos bunda, cabelo mais liso ou mais crespo. Assim como meninos ficarão mais altos ou mais baixos, mais fortes ou mais magrinhos, com a voz mais grossa ou mais fina. Como é na adolescência que estas diferenças ficam mais evidentes, aprendemos a nos aceitar e a aceitar os outros. Conversar com os pais, com os amigos mais velhos e até com professores e especialistas (médicos, psicólogos), que podem ajudar a confortar e orientar quem está passando por essas transições, que são muito importantes para a adolescência e a passagem para a vida adulta.

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Quem é o colunista:Fernanda Carpegiani - Uma jovem enérgica que aproveita a vida de uma forma intensa e particular.

O que faz: Jornalista apaixonada.

Pecado gastronômico: Batata Frita.

Melhor lugar do Brasil: Ubatuba - São Paulo.

Fale com ela: fecarpe@gmail.com

Atualizado em 6 Set 2011.

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