Guia da Semana

Cuidado com o tique

Saiba como lidar com os movimentos e sons involuntários que atingem dez por cento das crianças

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Piscar, fazer caretas, torcer o pescoço, pigarrear, tossir. Todas essas manifestações aparentemente normais podem ser sintomas de transtornos de tiques. Apesar de 10% das crianças apresentarem os chamados tiques transitórios e esporádicos em alguma fase da infância, há alguns casos que necessitam de uma atenção maior, pois podem prejudicar o desenvolvimento do pequeno.

Segundo Gustavo Teixeira, autor do livro Transtornos comportamentais da infância e adolescência, os tiques são caracterizados por vocalizações ou movimentos rápidos, repetitivos e involuntários. Esse tipo de desordem tem origem biológica, mas também está associada a fatores emocionais. "A criança nasce com essa predisposição genética. Porém, há desencadeadores ambientais que levam ao quadro", diz.

O especialista explica que uma criança que já tem tendência genética e é muito ansiosa, por exemplo, pode ter mais chances de desenvolver esses espasmos. "A ansiedade e o estresse podem ser o gatilho desses problemas. Geralmente, aqueles que têm tiques apresentam também quadros de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e outros distúrbios, como síndrome do pânico e fobias", afirma.

O que fazer?

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Depois de notar algum comportamento estranho no pimpolho, o primeiro passo é fazer uma investigação clínica para saber o que ele realmente tem. De acordo com o psiquiatra infantil, na maioria dos casos, os tiques costumam desaparecer em dois ou três meses. Porém, quando os sintomas persistirem por mais de um ano, é necessário recorrer a um tratamento psicológico adequado.

"Existem algumas medicações que auxiliam na diminuição dessas reações, além de outras coadjuvantes, que amenizam os transtornos associados, como a ansiedade, por exemplo", explica. O especialista diz que medidas que visam a diminuição do estresse, como atividades esportivas, também ajudam a enfrentar o problema. Além disso, uma abordagem terapêutica comportamental pode auxiliar o tratamento.

Outro ponto extremamente importante é a psicoeducação para família e escola, já que as pessoas que convivem com o pequeno devem saber qual é a melhor maneira de lidar com o problema. "É fundamental explicar para os familiares e professores que o transtorno de tique é algo genético, involuntário e que existe tratamento. Brigar com a criança só vai piorar o quadro de ansiedade", alerta.

Transtorno crônico

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Entre os quadros mais graves está a síndrome de Tourette, uma desordem neurológica caracterizada pela presença de tiques motores e de pelo menos um tipo de vocalização, tendo início antes dos 18 anos de idade. Apesar de ser o mais preocupante, esse distúrbio é mais raro e afeta uma pessoa em cada grupo de 100.

Os portadores dessa patologia podem enfrentar dificuldades de relacionamento, aprendizagem e até depressão, pois, muitas vezes, acabam se isolando por causa de humilhações sociais. Porém, existem vários tratamentos que minimizam as reações involuntárias. "Terapia cognitiva-comportamental e medicações contra ansiedade são grandes armas para controlar os sintomas", diz Teixeira.

Atualizado em 6 Set 2011.

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