Guia da Semana

De dois para milhões de computadores

Steve Crocker, um dos criadores da internet, falou na Campus Party sobre como tudo começou e quais são os desafios do futuro

Foto: Nathalia Clark/APH

Steve Crocker, um dos inventores da internet


No começo, para se transmitir informações de um computador para o outro, eram necessárias fitas magnéticas e até mesmo reescrever o que se queria em folhas de papel. "Hoje você consegue montar uma rede de 50 computadores em uma sala em dez minutos", disse Steve Crocker em sua exposição na Campus Party hoje, às 13h.

O senhor calvo e de cabelos brancos tem, de fato, muita história para contar. Quando ainda era estudante na Universidade da Califórnia, ele ajudou a desenvolver o que seria o embrião da primeira rede que conectava computadores. "Mas eles eram enormes, ocupavam uma sala inteira. E somente grandes empresas e universidades tinham", conta. A ideia de equipamentos pessoais, como conhecemos hoje, era ainda bem distante daquela realidade.

Isso tudo aconteceu há mais de 40 anos e, desde aquela época, já se pretendia trazer as pessoas mais próximas umas das outras. O projeto Arpanet, de onde surgiu a internet, começou no departamento de defesa norte-americano, mas se tornou de domínio popular depois de cerca de 20 anos.

Os desafios surgiram na medida que a internet ficava maior e abrangia mais localidades. Como o sistema era aberto - não se pensava, ainda, em programas de antivírus - os riscos de algum ataque malicioso aumentavam significativamente. Mas, no começo, isso não era um problema como é hoje. "Os membros do grupo se conheciam", disse Crocker. Ou seja: a confiança nos outros usuários valia como uma boa proteção.

A preocupação com a segurança veio a se tornar maior com o crescimento da rede. "As pessoas começaram a gostar de criar vírus", brincou. Afinal, com a rede aberta, de fato era muito fácil espalhar programas maliciosos. Hoje, Crocker é o presidente de uma empresa de segurança na rede, que adota o padrão DNSSEC nas transmissões de dados. Esse padrão é bastante seguro, mas ainda pouco utilizado pelas empresas. Mesmo assim, o Brasil é o segundo país cujas organizações mais usam esse sistema - o primeiro é a Suécia.

Ele também falou do futuro da internet. "A largura da banda será maior, e isso dará melhor conectividade. Haverá também a interação com a voz: você falará com seu aplicativo, que talvez nem se chame mais computador . E a tradução para outros idiomas será uma realidade", disse.

Atualizado em 6 Set 2011.

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