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Chegou mais um ano de eleições. Saiba como se preparar para o voto e fazer uma escolha consciente

Foto: Divulgação TSE


Horário eleitoral, palanques, comícios e muita propaganda. Sim, chegou mais um ano de eleição. Muitos já torcem o nariz só de ouvir essa palavrinha e consideram política um assunto hiper chato, mas não tem como escapar dela. Quem nunca votou vai ter oportunidade de participar de um momento importante para o país, já que em outubro os brasileiros definirão quem serão os novos deputados estaduais, federais e senadores, além de escolher o novo presidente e os próximos governadores.

O primeiro turno está marcado para 3 de outubro. Só acontecerá segundo turno para os cargos de presidente e governador, caso os primeiros colocados não atinjam mais de 50% dos votos válidos. De acordo com o calendário eleitoral, você só saberá quem realmente entrará na disputa entre 10 e 30 de junho, quando acontecem as convenções partidárias para definir os nomes. O limite máximo para o registro de candidaturas será 5 de julho.

Primeiro passo

Mas para poder manifestar sua opinião através das urnas é preciso tirar o título de eleitor. Quem tem mais de 16 anos pode escolher se quer votar ou não. Já para quem completou 18 anos, a votação é obrigatória. Se você vai fazer 16 anos até a data do primeiro turno, já pode solicitar o título pela internet, através do sistema Título NET, ou no cartório eleitoral mais próximo da sua casa.

Adiantar o processo pela iternet é a melhor opção para quem tem preguiça de enfrentar filas e processos burocráticos. No site, você preencherá seus dados e escolherá um local de votação. Depois, é preciso comparecer ao cartório eleitoral, em até cinco dias corridos, como os seguintes documentos: RG original ou certidão de nascimento (Carteira Nacional de Habilitação e o novo modelo de passaporte não serão aceitos); comprovante de endereço (contas que contenham nome e endereço e sejam recentes); e comprovante de quitação do serviço militar (homens com mais de 18 anos).

O documento de votação já fica pronto na hora e é obrigatório levá-lo ao pleito. Aqueles que já trabalham podem faltar um dia para tirar o título, mas precisam avisar o chefe com 48 horas de antecedência. Mas atenção: o requerimento só pode ser feito até 150 dias antes da data da eleição. Quem perdeu o documento por algum motivo, precisa tirar uma segunda via no cartório em que está inscrito, com o RG ou outro documento de identificação em mãos. Isso só pode ser feito até 10 dias antes da eleição.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) costuma respeitar o local escolhido pela e não faz mudanças, mas é bom conferir o destino antes de sair de casa. Alguns jornais costumam publicar a lista completa dos postos de votação. Para consultar, você tem que saber o número da sua seção e da zona eleitoral, que estão no título. Também é possível saber onde você deverá votar no site do TSE.

Fique antento!

A hora do primeiro voto sempre dá um friozinho na barriga, mas tenha calma, pois não há motivos para nervosismo. É só pegar todas as informações com antecedência. Neste ano, a eleição será um pouco mais complexa, pois será necessário escolher seis candidatos. No sistema eletrônico, você colocará o número do candidato na tela. Como são muitos números, é importante levar uma colinha, para que não haja erro durante a votação. Também não se esqueça de levar um documento de identificação com foto, além do título de eleitor.

Responsabilidade nas urnas

Votar é um ato de cidadania que exige muita consciência. Antes de tudo, para mostrar sua opinião de forma madura, é bom obter o máximo de informações sobre os candidatos. "Os jovens devem procurar os lugares que oferecem dados sobre as candidaturas, como o site da Justiça Eleitoral. O eleitor também deve consultar sites dos partidos, blogs e conversar com outras pessoas sobre o assunto. É ainda fundamental acompanhar a mídia para saber o que está sendo dito sobre as eleições", diz Eliana Passarelli, assessora de comunicação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Por que votar?

Foto: Divulgação TSE


Neste ano, o estudante Arthur Eugenio Bobadilha, 16 anos, começou a ter aulas de sociologia no colégio, o que despertou um interesse pela política. Por isso, ao contrário da maioria de seus amigos, já providenciou o título de eleitor e votará. "Não acho que seja importante para todos, mas eu quero participar este ano. Ainda não sei em quem vou votar, mas não pretendo escolher candidatos de um partido só", diz.

Já Carolina Bastiane Ferreira, que completará 16 anos em junho, só pretende ir às urnas quando tiver 18 anos. "Vejo tantas situações ruins na política que não me dá vontade de votar. É muita corrupção e tudo sempre continua do mesmo jeito. Só quero fazer isso quando for obrigada mesmo", afirma.

Para Eliana, mesmo que haja descrédito em relação à situação política do Brasil, é importante que exista a participação dos jovens nesse processo democrático. "Essas decisões vão influenciar a vida de todos. É importante não se desiludir com as primeiras escolhas, caso não correspondam com o esperado. O jovem deve participar, pois tem várias ambições e expectativas, que podem ser canalizadas para essas escolhas".

Atualizado em 6 Set 2011.

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