Guia da Semana

É bom tomar conhecimento

Só é possível encontrar o diagnóstico exato da dislexia por meio de uma equipe especializada

Foto: Getty Images

As crianças aprendem a ler para descobrir o mundo, se tornam mais capazes de buscar o próprio conhecimento e começam a conhecer um universo ilimitado. Quando apresentam dificuldades na alfabetização, escrita e leitura, os pais têm razão em preocupar-se e procurar ajuda, pois a criança se deparará com textos cada vez mais longos e com maior vocabulário. Quando leem em silêncio, muitas vezes não se percebe a real dificuldade, mas a leitura em voz alta e a escrita expõem a necessidade de se fazer algo.

Muitas vezes as dificuldades são pequenas, como algumas trocas simples de letras, e estas se resolvem dentro do processo de aprendizagem. Porém, em outras circunstâncias nos deparamos com o seguinte quadro: Dislexia.

Esse diagnóstico não é fácil e deve ser feito sempre por uma equipe multidisciplinar especializada. É uma disfunção do cérebro incurável. Em grande parte, tem origem genética e hereditária, exigindo o chamado "diagnóstico por exclusão", ou seja, precisam ser eliminados problemas específicos de visão, audição, deficiências, alguma alteração clínica etc...

Vale reforçar que os sintomas dependem muito da idade, pois são mais visíveis na fase de alfabetização. Segundo a ABD (Associação Brasileira de Dislexia), os sintomas mais comuns são: leitura e escrita incompreensíveis, dificuldade de interpretação, confusão entre as letras na grafia e entre sons semelhantes, inversão de sílabas ou palavras, repetição das mesmas, fragmentação incorreta da frase, dificuldade com as rimas, confusão entre direito e esquerdo, dificuldade com mapas e catálogos, imaturidade psicomotora, entre outros. Lembramos que sintomas isolados não indicam dislexia, pois há outros fatores a serem observados.

Contudo, os pais podem reconhecer os primeiros sintomas e procurar pelo diagnóstico e ajuda o quanto antes. Afinal de contas, a falta de informação e tratamento podem acarretar dificuldades ainda maiores, como baixa-estima, pois as crianças correm o risco de serem tachadas de preguiçosas, lentas ou incapacitadas para o aprendizado. É muito importante frisar que os disléxicos têm inteligência normal e até podem apresentar resultados acima da média pelo esforço e pela capacidade de adaptação. Assim, quanto mais cedo detectar o problema, menos traumas e sofrimentos ocorrem na escola.

Vocês sabem o que Agatha Christie, Charles Darwin, Leonardo da Vinci, Pablo Picasso, Thomas Edison e Van Gogh têm em comum? Todos eram disléxicos.

Portanto, não há motivos para sofrimentos. Seu pequeno tem uma forma particular de aprendizagem e seu potencial será desenvolvido a partir deste ponto.

Quem é a colunista: Adriana Pinheiro Tomaz.

O que faz: Responsável pela Orientação do Método Kumon.

Pecado gastronômico: comida japonesa.

Melhor lugar do mundo: o Brasil.

Fale com ela: adriana.tomaz@kumon.com.br.

Atualizado em 6 Set 2011.

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