Guia da Semana

É preciso saber desde cedo

Cerca de 60% das crianças disléxicas possuem problemas com números e as relações entre eles

Foto: Getty Images

A Discalculia é um distúrbio neurológico que afeta a habilidade com números e faz com que a pessoa se confunda em operações matemáticas, conceitos matemáticos, fórmulas, sequência numéricas, contagens, sinais numéricos e até na utilização da Matemática no dia a dia.

Mesmo associado à Dislexia, o distúrbio deve ser considerado um problema de aprendizado independente, já que é muito mais comum entre as crianças. O transtorno é hereditário e pode ser identificado a partir dos sete anos de idade.

Quanto mais cedo iniciar o tratamento melhor e o período escolar é o momento em que os sinais são apresentados. Caso a Discalculia não seja tratada precocemente, haverá comprometimento no desenvolvimento escolar de forma global e baixa autoestima, devido às críticas e dificuldades no cotidiano.

Os principais sintomas da discalculia apresentam lentidão extrema da velocidade de trabalho, problemas com orientação espacial, dificuldades com operações de soma, subtração, multiplicação e divisão, dificuldade com grande quantidade de informação de uma vez só e tendência a transcrever números e sinais incorretamente.

A pessoa é capaz de compreender a matemática representada simbolicamente (3+2=5), mas é incapaz de resolver na forma de problema:

"Maria tem três balas e João tem duas. Quantas balas eles tem no total?".

Para amenizar a dificuldade e auxiliar o discalcúlico na resolução de exercícios matemáticos, a sugestão é permitir o uso de calculadora, usar caderno quadriculado, fazer provas oralmente, desenvolvendo as expressões mentalmente e ditando para que alguém as transcreva, prestar atenção no processo utilizado pela criança, o tipo de pensamento que ela usa para resolver um problema, incentivar a visualização do problema, com desenhos e depois internamente.

O discalcúlico precisa da compreensão de todos em sua volta, pois encontra grandes dificuldades em coisas que para nós parecem óbvias.

Assim que os pais notarem essa dificuldade nos filhos, devem procurar ajuda de um Psicopedagogo que vai solicitar exames e uma avaliação neurológica ou neuropsicológica. Deve-se elevar a autoestima do discalcúlico valorizando suas atividades e descobrindo qual o seu processo de aprendizagem. O principal objetivo é estimular as habilidades psicomotoras, habilidades espaciais e contagem de números.


Quem é a colunista: Adriana Pinheiro Tomaz.

O que faz: Responsável pela Orientação do Método Kumon.

Pecado gastronômico: comida japonesa.

Melhor lugar do mundo: o Brasil.

Fale com ela: adriana.tomaz@kumon.com.br.

Atualizado em 1 Dez 2011.

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