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Em Busca de Resultados

Nessa fase, pais e filhos alinham objetivos e, geralmente, focam no ensino pré-vestibular

Foto: Getty Images

Carla é tranquila. Bruna é agitada e centrada. Irmãs com perfis diferentes, escolas diferentes. Pelo menos no Ensino Médio. Carla, hoje com 16 anos, cursa o 2º ano no Colégio Stockler e já se prepara para prestar o Enem pela primeira vez como treinamento. Já Bruna, aos 14, escolheu o Colégio Vértice para estudar a partir de 2011.

Na hora de decidir, as duas adequaram seus estilos ao desejo dos pais: o foco no vestibular. "Buscamos um colégio que preparasse para o vestibular, que desse a elas a oportunidade de competir naquilo que escolhessem", conta Solange Mariza Martinez, mãe de Carla e Bruna.

Segundo ela, também pesou na hora da decisão a infraestrutura e a orientação vocacional oferecida pelas instituições. "Uma escola que oferece mais para o aluno dá mais chances a ele de participar e aprender. Minhas filhas ainda não escolheram a profissão, por isso, procuramos também um colégio que ajudasse a mostrar o caminho, que as direcionasse", explica.

Antes da definição, Solange e a família buscaram informações sobre os principais colégios de São Paulo e referências no círculo de amigos. "A escolha não é só no momento da visita. Tínhamos ideia do que queríamos e fomos a três colégios, já pré-selecionados". As dúvidas, receios e expectativas não diminuem com o passar do tempo e o crescimento das crianças. Os pais buscam sempre acertar e oferecer o que há de melhor aos filhos. "É sempre difícil escolher a escola dos filhos, desde o prezinho. É uma responsabilidade muito grande, às vezes a gente erra tentando acertar. É nossa obrigação formar bem, mas é sempre uma aposta", diz Solange.

Diálogos e Reflexões

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De acordo com as especialistas em educação, nessa fase o diálogo é fundamental e os pais devem deixar os filhos à vontade para opinar e sugerir colégios. "Os pais devem conversar com os adolescentes e explicar o porquê de algumas escolas serem selecionadas e outras, descartadas. Eles devem analisar o desempenho das instituições em índices como Enem e escutar o que os filhos têm a dizer", recomenda Neide Noffs, doutora na área de educação e coordenadora do curso de Psicopedagogia da PUC -SP.

A educadora ressalta que é indicado aos pais visitarem o colégio pela primeira vez sem os filhos, para que fiquem mais à vontade ao questionar a instituição. "Os pais precisam ir sozinhos porque têm um outro olhar, um olhar de triagem do mundo adulto que pode ser desviado com a presença dos filhos. As perguntas devem ser diretas, principalmente sobre segurança, cigarro, organização, permissividade e disciplina".

Para Maria Martinez Lima, psicopedagogoa e diretora pedagógica do Colégio Batista Brasileiro, outros fatores que devem ser considerados para a escolha do Ensino Médio são as estratégias da escola para envolver os adolescentes no aprendizado. "Para definir o colégio, os pais devem avaliar quanto e como a escola ajuda o adolescente a se comprometer, se a instituição possui estratégias claras para criar nos jovens o hábito do estudo e como os ensina a administrar o tempo. É preciso olhar para o vestibular sim, mas o Ensino Médio envolve também a questão da formação, da honestidade, dos valores", analisa.

Conflitos Adolescentes

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A psicopedagoga reforça ainda que a adolescência é uma fase difícil e que os jovens tendem a confrontar os pais nas escolhas e podem querer provar que os adultos tomaram a decisão errada. "O ideal é que os pais façam a primeira visita sozinhos, mas os filhos também devem conhecer o colégio. Nesse primeiro contato, o adolescente pode expor suas preocupações e ver se a escola atende o que buscam. Geralmente, eles querem saber como serão tratados, cobrados, quais os critérios de avaliação e mensuração de desempenho, e como são os outros alunos".

Segundo Maria, os pais precisam ainda atentar para como os educadores da instituição tratam os adolescentes e a família, se estão abertos ao diálogo e como mediam as angústias e os medos comuns na adolescência. "A escola ideal é aquela que tem a visão focada na pessoa, no desenvolvimento individual, e que não olha para o aluno como um número. Dessa maneira, a instituição fará o melhor para o jovem, ajudando-o a enfrentar os conflitos da adolescência e as cobranças do vestibular", conclui a especialista.

Atualizado em 1 Dez 2011.

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