Guia da Semana

Fazer ou não?

Por que não usar tradução para ensinar inglês?

Foto: Getty Images

No passado, o método de ensino de línguas estrangeiras tomava por base a tradução de sentenças entre o idioma estudado e a língua materna. O Método da Gramática e Tradução, como era chamado, copiava o modelo antigo de ensino das línguas mortas (latim e grego clássico), em que discussões sobre a estrutura gramatical eram o foco do aprendizado e somente a língua materna dos alunos era usada em aula.

No entanto, os tempos se passaram, as realidades e as necessidades também são outras. Hoje, falar que estudamos um idioma por meio de um método focado nas traduções é considerado, por muitos, quase um sacrilégio, um crime. Mas por que isso ocorre?

A prática da sala de aula demonstra que as traduções são um meio eficiente de promover o aprendizado, sim, mas não devemos estruturar todo o processo somente com base nelas. No início dos estudos, a semelhança entre a língua materna do aluno e a língua estudada era grande, então as traduções não oferecem dificuldades ao entendimento. Tomemos um simples exemplo disso:

I love you.
Eu amo você. / Eu te amo.

Caso o aluno tente fazer a tradução de cada uma das palavras, o sentido será claro e completo em português. Vejamos agora outro exemplo:

It takes my father ten minutes to have breakfast.
Meu pai leva dez minutos para tomar café da manhã.

Como podemos ver, nesse caso as estruturas gramaticais são bem diferentes, o que impossibilita uma tradução ao pé da letra com resultado coerente e natural.

Sendo assim, se o aluno estiver acostumado ao aprendizado sempre associado à tradução, encontrará dificuldades futuras para se desvencilhar dela, no momento em que for apresentado a tópicos gramaticais mais avançados. A melhor alternativa é usar a língua materna apenas como meio facilitador para o aluno em casos de extrema dificuldade, ou então no trabalho com textos, nos quais uma mesma palavra pode ter um ou outro significado dependendo do contexto.

Portanto, a tradução em si não é prejudicial ao aprendizado de uma língua estrangeira. Precisamos apenas adequá-la e aplicá-la de forma consciente e racional, sem exageros ou muita ênfase.

Quem é o colunista: Renato Imparato de Magalhães, 23 anos, pós-graduado em Língua Inglesa pelo Centro Universitário Ibero-Americano (Unibero), Coordenador de Desenvolvimento do Material Didático de Inglês - Kumon.

O que faz: Participa da elaboração dos materiais didáticos de Inglês utilizados na rede Kumon e atua também com o suporte às filiais para o aprimoramento no uso desses materiais.

Pecado gastronômico: Doces em geral.

Melhor lugar do mundo: Qualquer cidade de clima frio.

Fale com ele: renato.magalhaes@kumon.com.br

Atualizado em 6 Set 2011.

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