Guia da Semana

Futebol é coisa de menina

Crescente no público feminino, elas já arriscam alguns lances, dribles e gols entre as amigas. Confira a opinião de quem pratica

Foto: Getty Images

Eleita pela FIFA por quatro anos a melhor jogadora do mundo, marta é um ícone do esporte

A cada dia que passa é mais comum encontrar meninas calçando chuteiras, vestindo o calção e camisas numeradas, prontas para correr atrás da bola. No país que mais dá importância ao futebol masculino, elas se multiplicam em escolinhas, campos e quadras, formando turmas, quebrando preconceitos e mostrando que futebol pode sim, ser coisa de mulher.

Ponto para a saúde

Elas que costumam buscar atividades aeróbicas para entrar em forma e perder alguns quilinhos, o futebol pode ser uma boa alternativa, segundo a Universidade de Copenhague, na Dinamarca. O estudo realizado com 100 voluntárias durante quatro meses comprovou que o futebol praticado de forma recreativa teve praticamente os mesmos ganhos em termos de saúde do que as pessoas que corriam regularmente (duas vezes por semana).

As boleiras ainda levam vantagem no quesito trabalho muscular, sobretudo dos membros inferiores e na capacidade de arranque, o sprint, como dizem os esportistas. Além disso, as adeptas da chuteira permanecem entusiasmadas com as disputas de bola e lances de gol, praticando o esporte com mais regularidade, de maneira divertida e interagindo com as pessoas. Diferente das corredoras, que se motivam somente pela ideia de reduzir medidas e sair do sedentarismo.

Adesão geral

Foto: Paulo Shibukawa/ Asssecom Santos F.C

A goleira Rubi, que joga no time das Sereias da Vila 

Os campeonatos femininos televisionados é um dos fatores que mais contribuem para o crescimento das adepta ao esporte bretão. Assim como a queda do preconceito, que ajudou a deixar mais colorido o esporte, com a maior aceitação masculina. "Comecei a me interessar pelo futebol com o meu ex-namorado, que via e lia tudo sobre o tema. Reuni algumas amigas e começamos a alugar um society de fim de semana para jogar", revela Gabriela Lima, 18 anos, praticante há 4 anos.

No Brasil, o boom se deu principalmente depois das boas atuações da seleção brasileira de futebol feminino, que tem no currículo as medalhas de ouro nos Jogos Pan-americanos de 2003 e 2007, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2004 e o vice-campeonato da Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2007. "Apesar de ter ainda muita diferença entre a visibilidade do futebol masculino e feminino, hoje temos muito mais estrutura em clubes e escolas. As conquistas do Pan-americano ajudaram bastante nisso", aponta a goleira Rubiana Pereira (Rubi), 22 anos, que já defendeu a seleção brasileira sub 20, ganhou a Libertadores da América em 2009 e foi vice Mundial no mesmo ano pelo Santos.

Na onda dos craques

Foto: Paulo Shibukawa/ Asssecom Santos F.C

        Janaína Cavalcante começou a jogar bola com seis anos

Com as vitórias, apareceram também ídolos na categoria, que agradam homens e mulheres. O exemplo máximo é a atacante brasileira Marta, eleita por quatro anos (2006, 2007, 2008, 2009) a melhor jogadora do mundo e referência para muitas meninas que arriscam os primeiros chutes ao gol. Apesar disso, o esporte no país está aquém em relação a outras seleções, como Alemanha, EUA, Suécia, com estrutura de 1º mundo, ligas profissionais com altos salários e investimento maciço em escolas para formação de atletas.

Foi através da Marta, que Carolina Freitas, 17 anos, ensaiou suas primeiras embaixadinhas. "Lembro bem quando a vi pela primeira vez, em 2007, jogando pela seleção. Depois disso, larguei o vôlei e jogo três vezes por semana, na escola e no clube", destaca Carol. A procura pelo esporte aumentou tanto nos últimos anos, que as empresas de material esportivo estão produzindo chuteiras, camisas, e shorts personalizados para elas, com cores fortes e vibrantes.

E para as meninas com habilidade nos pés e que ainda têm receios de botá-la em prática, vai um toque de Janaína Cavalcante, zagueira do Santos. "Meu pai deixava meu irmão em casa e me trazia para jogar bola desde que tinha seis anos. Por isso, aconselho, por mais difícil que seja, você não pode deixar para trás um sonho, tem que correr atrás dele sempre!".

Atualizado em 6 Set 2011.

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