Guia da Semana

Hábitos Saudáveis

Educação alimentar começa no berço e deve ser seguida do exemplo dos pais e de criatividade na hora de preparar o menu infantil

Fotos: Getty Images


Fazer a criança comer frutas, legumes e verduras é uma verdadeira guerra para muitos pais. Crus, cozidos, ralados, amassados, misturados. Não importa a forma: é só colocá-los no prato e a careta aparece. Nessa fase, o importante é não perder o bom humor, a paciência e a perseverança, já que esses alimentos são indispensáveis para uma alimentação saudável e balanceada.

Até os seis meses de idade, o leite materno é o único alimento que deve ser oferecido ao bebê, pois contém todos os nutrientes necessários para a alimentação, saciedade e desenvolvimento da criança. A partir desse período, a mãe passa preparar sucos e papinhas doces e salgadas e sopinhas. "A educação alimentar deve começar já nessa fase, em que a mãe começa a oferecer gradativamente alimentos variados. Ela deve ficar atenta na aceitação da criança por cada alimento, até para perceber se há alergia", recomenda a nutricionista e gerente técnica do CRN-3 (Conselho Regional de Nutricionistas), Solange de Oliveira Saavedra.

É nesse período que muitos pais acabam usando as próprias referências no preparo da comida do bebê, deixando de fora alimentos de que não gostam ou que acham que a criança não vai aprovar. "A apresentação de alguns alimentos acaba acontecendo somente na creche ou na escolinha e a criança acaba rejeitando itens que sequer experimentou", explica.

De acordo com a especialista, entre os alimentos mais "rejeitados" pelos pais estão justamente os legumes, as verduras e até algumas frutas. "A ´cara feia´ pode ser um espelho dos pais, pois não tem fundamento biológico. O que pode haver é uma sensibilidade individual a alimentos mais ácidos ou mais amargos, por exemplo", diz Solange. 


Driblando a careta





Se a cara feia na hora da refeição já faz parte da rotina da criança, algumas dicas simples podem ajudar os pais a vencer a guerra pelos alimentos saudáveis. Caprichar no visual do prato e fisgar a criança pelos olhos é o primeiro passo. Vale soltar a imaginação e pensar com a cabeça do filho: que tal comer em um prato com o desenho do super-herói preferido ou da princesa do momento? E se a comida for bem colorida e tiver forma de flores, animais e objetos?

Depois, é a hora do exemplo. "Para a criança começar a comer de tudo, seus pais ou responsáveis precisam dar o exemplo e comerem de tudo. Essa mensagem subliminar muitas vezes é mais efetiva do que a imposição. Se conseguirem fazer com que a refeição aconteça num momento de harmonia, prazer e relaxamento, o lado afetivo já estará estimulado e, a partir daí, vamos para o prato com um belo visual, com um cheiro gostoso e que dará vontade de comer", recomenda a nutricionista.


Confira outras dicas da nutricionista:

- Incluir nas refeições alguns alimentos que a criança possa pegar com as mãos: hortaliças cortadas em palitos como cenoura, pepino, erva-doce;

- Fazer um prato bem colorido. Isso é positivo tanto no visual como do ponto de vista nutricional: fornecimento dos mais variados nutrientes;

- Evitar repetir o mesmo alimento sob a mesma forma de preparo. Um dia servo-lo cru, outro dia em forma de bolinhos, refogado, etc. Assim, a criança verá que existem formas diferentes de comer o mesmo produto;

- Evitar mascarar o alimento na preparação. Se a criança come, mas só a mãe sabe o que está ela comendo, a criança não vai "conhecer" aquele alimento e, se descobrir que foi enganada, pode rejeitá-lo;

- Procurar não repetir o prato do almoço no jantar. Reinventar as combinações, acrescentar algum ingrediente ou tempero para evitar a monotonia alimentar;

- Não usar a refeição como forma de premiar quem come tudo e castigar quem não come quase nada. Isso não é uma boa prática;

- Levar a criança para a cozinha é uma boa tática: o pequeno mestre cuca. Além de a criança interagir com os alimentos, com certeza vai querer provar o que fez, o que torna a experiência muito prazerosa e lúdica em relação à comida. Cuidado somente com alguns utensílios para que não aconteçam acidentes;

- Levar, se possível, a criança à feira ou ao mercado. Dessa maneira, ela será apresentada à diversidade existente de hortifruti (frutas, verduras e legumes), além da degustação de frutas que geralmente acontece no comércio;

- Estimular e ajudar a criança a fazer uma pequena horta, mesmo que seja em apartamento, com uma série de vasinhos com temperos como hortelã, manjericão e cheiro verde ou com tomatinhos. Cultivar, ver brotar, cuidar e provar o que plantou é muito educativo.

Atualizado em 6 Set 2011.

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