Guia da Semana

Impondo nossa Autoridade

Quando é necessário estabelecer limites e castigos para uma criança

Foto: Getty Images


Uma das queixas mais frequentes de pais e professores diz respeito à dificuldade que eles encontram em impor sua autoridade sobre seus filhos ou alunos. Este é um assunto delicado, pois implica em uma multiplicidade de fatores intrínsecos e extrínsecos à criança e ao adulto, que nem sempre convivem da maneira como deveriam.

Existem, entretanto, alguns erros que a família e a escola costumam cometer, e que são decisivos para minar a sua autoridade frente às crianças.

A primeira condição para educarmos bem, é estabelecermos com clareza, amor e racionalidade, as metas que queremos alcançar e ter em mente que estas devem ser subdivididas em objetivos menores, parciais e sequentes, que atendam ao ritmo de crescimento de cada criança.

Nesse processo, é indispensável partilharmos com as crianças nossos anseios, para que saibam o que desejamos delas, valorizando seus esforços para adquirir ou mudar um comportamento. Tudo depende de mantermos a paciência, o tom de voz e a persistência. Educar é uma tarefa para ser realizada à longo prazo. Em alguns momentos é de se imaginar que a criança demore mais para internalizar regras e valores, especialmente se contrariam as suas vontades.

Gritar, castigar, seguir nosso humor do momento e deixar vazar nossa frustração, só irá prejudicar a relação, o respeito e a imagem que a criança deve ter de nós. Perder a paciência sugere um abuso de força que humilha, diminui a autoestima e deteriora a relação. Aí está o grande perigo: o adulto sentindo-se desrespeitado, perde totalmente o controle e parte para as agressões verbais e físicas.

A partir desse ponto, instala-se o autoritarismo: um modelo de relação onde o adulto sempre manda e a criança (quase) sempre se submete. Ou se cansa e enfrenta, gerando uma ruptura séria na relação, por causa da falta de respeito e injustiça, que serão sempre lembradas.

Tão destrutivo da autonomia da personalidade infantil como o autoritarismo, é o excesso de permissividade. Dizer e ouvir não, assim como acatar uma ordem, pode ser uma questão de sobrevivência em sociedade.

Educar sempre inclui ensinar e vivenciar valores morais e éticos, respeitar as demais pessoas e agir de acordo com princípios que a família e a escola ensinam. Explicar aos pequenos a razão pela qual podem ou não fazer alguma coisa, lhes dá a medida exata da importância que eles têm para seus pais e professores. Isso desenvolve a auto-estima, sentimento indispensável para criarmos pessoas bem sucedidas, equilibradas e felizes.

Voltar atrás de um castigo anunciado, apenas porque nosso filho prometeu se corrigir, pediu nova chance, fez birra ou chorou, apenas nos enfraquece, fortalecendo um comportamento manipulador, que gera pessoas eternamente frustradas, pois não conhecem seus limites. Por isso, é sempre melhor responder "vou pensar", que pode se transformar em um "sim" ou um definitivo "não". Essa orientação também diz respeito às promessas que os pais costumam fazer, seja em termos de prêmios ou de castigos impossíveis de se cumprir. Ninguém consegue deixar uma criança um ano sem ver televisão.... Deixar dois dias já é difícil!

Isso não significa que não possamos negociar novos acordos, especialmente com os adolescentes. A autoridade, ao contrário do autoritarismo, é uma atitude inteligente, porque dialoga e justifica, mas é firme em seus princípios e limites. Dá segurança e cria pessoas preparadas para a vida, capazes de exercerem a sua autoridade, serem participativas e socialmente responsáveis.

Leia a coluna anterior da especialista em educação especial Maria Irene Maluf:

? Agressivida Infantil


Quem é a colunista: Maria Irene Maluf - Especialista em Educação Especial e em Psicopedagogia

O que faz: Atende crianças e adolescentes com dificuldades e transtornos de aprendizagem. Oferece assessoria psicopedagógica às escolas de ensino fundamental e médio, além de ministrar palestras, cursos e conferencias.

Pecado gastronômico: C H O C O L A T E !!!

Melhor lugar do mundo: Barcelona - Espanha. Mas, para esse lugar ser perfeito de verdade, é preciso estar lá e junto das pessoas que se ama .

Como falar com ela: irenemaluf@uol.com.br ou ligue (11) 3258-5715.

Atualizado em 6 Set 2011.

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