Guia da Semana

Karen Jonz agora na telinha

Loira, linda e campeã mundial de skate, a santista estreou programa sobre esportes na MixTV

Fotos: Divulgação / MixTV
 
Principal nome feminino do skate no Brasil, ela estreia programa de esportes.

Para quem ainda não conhece Karen Jonz, de 26 anos, damos vários motivos para virar fã dessa garota de atitude. Considerada a melhor skatista do Brasil, ela é uma desbravadora do esporte no país. Isso porque ganhou dois títulos do circuito mundial e quatro medalhas nos X-Games - a mais importante competição de esportes radicais no mundo -, tornando-se a única mulher a conseguir bons resultados no skate brasileiro. Com tanta experiência no assunto, a skatista estreia como apresentadora de um programa de esportes radicais, o Jam, exibido pela Mix TV a partir desse mês.

Karen Jonz explica que, quando recebeu o convite para o programa, pensou que fosse ser apenas apresentadora da atração, sem interferir no conteúdo. Nessa hora, torceu o nariz. "Mas, quando conversei melhor com a emissora, disseram que teria a minha cara, com bastante liberdade para eu opinar e criar", conta ela. "Achei isso ótimo, pois tenho voz ativa e muitas ideias".

A mais nova apresentadora da TV brasileira diz que as matérias apresentadas em Jam sempre são produzidas em ambientes externos e abrangem diversos temas, como arte de rua, fotografia e os esportes radicais em si. "O programa está bacana de assistir, pois tem várias curiosidades e está muito dinâmico. É uma mistura bem legal". Para conferir como a campeã de skate se sai de apresentadora de TV, basta sintonizar toda segunda-feira, às 22h30, na MixTV.

Amor pelas rodinhas

 
A paixão pelo skate começou na adolescência.

Karen Jonz nasceu em Santos, no litoral paulista, mas se mudou para a cidade de Santo André (SP), onde vive até hoje, ainda criança. Na época em que viveu na praia, ela pegou o gosto pelo surf, mas como o mar não sobe a serra, Karen começou a curtir outros esportes também, como futebol, handebol e basquete. O interesse pelos skates surgiu somente aos 16 anos. "Do nada, me deu uma vontade. Então, fui até a loja sozinha, comprei e montei meu equipamento. Nunca dependi de ninguém para fazer nada na minha vida". Garota de atitude, não?

Num meio lotado de meninos, Karen diz que nunca sofreu preconceito dentro das competições e que sempre foi muito respeitada. Segundo ela, a paquera também é bastante controlada entre os próprios skatistas. Apesar de concordar que até rola azaração, ela diz que não é uma garota que fica dando mole. "Eu convivo com esse meio o dia inteiro, e se ficar dando mole para todo mundo, ninguém vai me respeitar", explica. "Não estou na pista para paquerar, mas sim porque gosto de andar de skate".

Dificuldades no esporte

 
Algumas dificuldades ainda atrapalham o crescimento do skate no Brasil.

Considerada a principal skatista feminina do Brasil, Karen diz que são muitas as dificuldades para praticar o esporte por aqui. Entre as principais, segundo ela, estão a falta de lugares adequados para treinar, pois muitas ruas são mal-conservadas, além do alto custo do esporte, visto que as peças e os skates importados são muito melhores, mas, quando chegam ao país, se tornam extremamente caros. "O acesso para ter um skate bom é difícil, principalmente pela falta de patrocínio e investimento".

Na opinião de Karen, o mercado é bem mais organizado no exterior. Nos Estados Unidos, de acordo com ela, os empresários sabem a importância de se investir numa equipe de skate, que vai ser o coração da marca e irá representar o nome da empresa. "Aqui, os skatistas são vistos como despesa, e não como o investimento que são. Os empresários querem pagar 300 reais para o moleque e aí vira uma bola de neve, porque o cara vai ter que parar de treinar para trabalhar e não se dedica o tanto que pode".

Novos no skate

Para quem se interessar em praticar o esporte no país, a principal recomendação de Karen Jonz é que treinar por amor, e não pelo dinheiro. "Acho que é um pensamento errado, principalmente no caso do skate, que não chega a ser um esporte apenas, mas sim um estilo de vida", explica ela. "Quem andar tem que ser pelo amor e aí as coisas acontecem. Acho que tudo nessa vida que acontece por amor dá certo".

Se você quer se tornar uma fera no assunto, a skatista sugere dois caminhos. "Ou a pessoa é caruda como eu, compra um skate e vai na raça ou, então, pode procurar uma pista particular". Segundo Karen, atualmente existem diversas escolinhas do esporte pelo país. Pesquise para encontrar uma próxima da sua casa. "Hoje em dia está muito mais fácil do que quando comecei, pois existem várias meninas e tem gente para ensinar", ressalta. Ela avalia que as pistas ainda estão bem melhores do que quando começou a praticar o esporte. "Na época, elas eram bem destruídas, esburacadas mesmo. Também não tinha segurança nenhuma. Era zuado".

Multitarefas, além de skatista e apresentadora de TV, Karen Jonz ainda faz faculdade de moda e é estilista de sua própria grife, a Monstra Maçã, voltada para o street wear. Apesar da agenda lotada, ela conta com o apoio do namorado, com quem está junto a mais de um ano. Inclusive, Karen diz que ele super apoia sua estreia na TV. "Na verdade, meu namorado é bem ciumento, mas se não apoiar, eu dou porrada nele", conta, aos risos.

Atualizado em 6 Set 2011.

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