Guia da Semana

Mãnheeeee, tô na TV!

Jovens, alguns com talento, outros nem tanto, muito carisma e vontade de aparecer na televisão. Eles se arriscam em filas quilométricas e audições com jurados rabugentos para alcançar seu lugar ao sol

Rodrigo Faro: "Eu sei exatamente o que essas pessoas estão passando"


Há mais de 50 anos os programas de calouros fazem o maior sucesso na televisão brasileira. Eles cantam, dançam, rebolam e fazem de tudo para agradar os jurados. Alguns têm sorte, outros acabam recebendo um não. Quem não lembra do hit "Agora o meu adeus, tchau aha", que fez Júnior Artista, participante da segunda edição do Programa Ídolos uma "celebridade". Rouge, Br`Oz, Leandro, Caio Mesquita e Thaeme Mariôto já tiveram seus rostos estampados na berlinda. Mas, quem são e por que essas pessoas estão ali? E depois, como alcançar a fama? Como chegar a esse topo? O Guia da Semana foi conferir e conta para você.

Muita chuva

Temperatura de 14º C, tempo feio e uma multidão. Assim começava a etapa São Paulo da terceira edição do Ídolos. Mais de 16 mil inscritos só na capital paulista. A fila? Dava a volta no ginásio do Ibirapuera. Depois de 30 minutos andando para encontrar o fim, Washington Luiz, de Uberaba, finalmente tinha garantido seu lugar ao sol, quer dizer, na chuva. "O talento vem de dentro da gente", diz afoito para o começo da seleção. O mineiro de 18 anos, que havia chegado há pouco tempo na cidade, diz que o sonho de se tornar uma estrela da música começou aos 15. "Minha chance vai vir assim: É primavera, te amo, meu amor...".

O crachá de imprensa, pendurado no meu pescoço, alvoroçava os participantes. Alguns pensavam que eu era da organização, outros gritavam "tira uma foto, eu vou ser o novo ídolo do Brasil!". Em meio a vilões e todos os ritmos possíveis, a equipe da Rede Record gravava as passagens do programa que começa, inicialmente, 19 de agosto.

Marcelo Massayuki com seus fiéis escudeiros


Depois de passar pelos gritos, entrei debaixo do guarda-chuva de um pessoal, me apresentei e ouvi: "Tá vendo, ainda não escutaram minha voz, não viram meu talento e eu já estou aparecendo" dizia Marcelo Massayuki, de Jacareí, interior de São Paulo. Descendente de japoneses, 1,75 de altura, cabelos longos, estilo surfista. O que você vai cantar? "Coração Sertanejo, do Chitãozinho e Xororó". Mas porque essa escolha? "Na verdade canto em japonês, mas gosto de diversificar, afinal música caipira também é cultura", desdenha com um sorriso sarcástico. Como seus colegas reagiram quando você decidiu participar da audição? "Eles vieram junto". Debaixo daquele pequeno abrigo, os quatro amigos afirmavam que só chegaram ali para zoar com a cara dos jurados Marco Camargo, Luiz Calaem e a cantora Paula Lima. "Se eles falarem mal, nós vamos detonar", afirmam.

Andar, andar e andar...

A andança para chegar, de novo, ao começo da fila continuava. No meio de tanta gente, um rosto já conhecido na telinha. Alguém lembra de Mari Nemon? A garota de 18 anos já participou das outras edições do programa e até do Astros, atração do SBT. O que os jurados falaram para você? "Sempre passo na primeira fase, depois eles dizem a mesma coisa: Essa não é sua praia, desista de cantar e procure uma profissão". E porque você continua tentando? "Eu tenho talento, sei disso! Um dia vou conseguir".

Finalmente o primeiro da fila. Marlon Xavier chegou de Paranaguá, Paraná, uma semana antes para garantir sua participação. No repertório, pagodes de grupos como Exaltassamba, Os Travessos e Revelação. Porque ir à televisão? "Por que é o grande sonho da minha vida". Não só o sonho dele, mas também o de 30 mil inscritos no programa. Quando abriu o portão, helicópteros e câmeras gravavam cada movimento. O primeiro a chegar também virou a grande celebridade do dia. Após quatro horas, todas as pessoas já estavam dentro do ginásio a portas fechadas. As audições para a primeira fase se prolongaram por mais três dias. O resultado? O público pode conferir na final, que acontece 16 de dezembro deste ano.

Seguido da tempestade, lá vem o sucesso

Depois de um ônibus lotado, Gabriela Rocha, vencedora da segunda edição dos Jovens Talentos, do Programa Raul Gil, chega a TV Bandeirantes. Neste dia, ela iria cantar Cachoeira, música gravada por Ronnie Von no auge da carreira. No palco, ao lado do artista, ele solta a voz e mostra a que veio. Atingir o topo não foi fácil. Aos 14 anos ela conta que passou por audições, recebeu críticas ferrenhas dos jurados e nem por isso desistiu. "No começo foi muito complicado, mas fui buscar meu sonho. Além da imagem, que qualquer um consegue indo a um programa de televisão, conquistei amadurecimento. Aprendi que não é só cantar, é passar a mensagem da música".

Gabriela Rocha aguarda para entrar no palco


Segundo Ivan Santos, coreógrafo do projeto Rouge e jurado no Raul Gil, o que faz a pessoa ser uma artista é saber dominar o ambiente, de forma que as atenções venham naturalmente para ela. "Não adianta só cantar bem, nós buscamos um produto, procuramos quem saiba se comunicar e interagir", diz. Por essa presença de palco, Felipe Haniel conquistou o mais ferrenho jurado do "seu Raul". José Messias se encantou com a voz do garoto de 16 anos e o chamou de "Ronaldinho Gaúcho da música". "Quando vim fazer o teste tinha certeza do que queria, apesar de nunca ter feito aula de canto, me preparei muito e, talvez meu carisma tenha ajudado".

Será que eu chego lá?

"Ter talento não adianta se você não tem perseverança". Para Rodrigo Faro, que é apresentador do Ídolos, o jurado vê na hora quem tem capacidade para se tornar uma celebridade musical. "Não adianta chegar aqui e mostrar nada. A pessoa precisa ter algo a mais e confiar em quem ela é", afirma. O ator, que também gravou algumas músicas, afirma que já passou por essas etapas na carreira. "Fiquei horas na fila da audição de Miss Saigon. Levei muitos nãos que contribuíram para o sim. Aos candidatos, a palavra é: acordar cedo, ralar, acreditar na oportunidade e ter a estrela".

Será que você pode ser um ídolo? Faça o teste e descubra! Cique aqui

Fotos: Gabriel Oliveira

Atualizado em 6 Set 2011.

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