Guia da Semana

Mas eu me mordo de ciúme

Sentimento que começa na infância e nos acompanha pela vida toda é um dos mais complicados de se lidar


Ciúme, segundo o dicionário, é uma inquietação mental causada por receio de rivalidade no amor ou em outra aspiração. Mas, de onde vem essa sensação, na maioria das vezes, desagradável e assustadora? Da vida, da infância, da vivência! Não entendeu nada? Eu explico: Quando nascemos temos uma família, que é só nossa, não interessa quantos integrantes ela contenha. Depois, alguns possuem um quarto apenas para si, outros dividem, mas de qualquer forma os seus brinquedos de neném são só seus, é claro! Suas roupas não são de mais ninguém, seus materiais escolares também não.

Isso tudo reforça o lado possessivo do ser humano. Quem nunca ouviu a avó dizer: "De quem você gosta mais, de mim ou da outra vovó?", que jogue a primeira pedra. Somos acostumados desde pequenos que é importante dividir, mas tem coisas e pessoas também que são somente nossas e pronto, ponto final. Começamos com ciúme da família, de objetos, isso se transfere para os amigos e chega ao campo do amor na adolescência. Toda garota começa a sonhar com o tal príncipe encantado, mas ninguém ouve nos contos de fada que o príncipe largou a Cinderella limpando a casa para ir numa balada cheia de gatinhas solteiras.

Pois é, na vida real é assim! Para os garotos é um pouco mais fácil, eles pensam em curtir, curtir e curtir e quando mais velhos casar e ter filhos. Porém, se conhecer, descobrir a paixão e o amor é algo difícil, ainda mais em uma das fases mais complexas da vida: a adolescência. Não sabendo lidar muito com esse sentimento que pode ser tão voraz e destruidor. Hoje em dia, os jovens inventaram essa história do ficar, pois sem ter um compromisso real você não pode expor que está com ciúme, além de pensar "Eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também".

Parece que não há nada a temer, mas na verdade o ficar é uma forma de testar, sem maiores problemas, se aquela pessoa serve ou não para um namoro. É como um test-drive, só que no gato ou na gata. Sentir ciúme e demonstrar é uma coisa natural do nosso ser, faz parte de nossa natureza. O problema é extravasar. Deixar de viver uma amizade ou um amor por pura possessão, ou então estar ao lado da pessoa, mas não conseguir aproveitar o momento por causa de uma pulga ciumenta atrás da orelha, não compensa. Ame, possua e fique com ciúme, mas tudo com moderação, ok?

Leia também da mesma autora:

? Maria vai com a roupa da outra

? Se a rádio não toca, troca!

Quem é a colunista: Cristhine Marques - uma leitora assídua, escritora renomada de diários pessoais e movida a música.

O que faz: Estudante do 5º semestre de jornalismo.

Pecado gastronômico: Massas, queijo, molho, sei lá, comer!!.

Melhor lugar do Brasil: Minha mente, meu refúgio.

Fale com ela: cristhinemarques@hotmail.com

Atualizado em 6 Set 2011.

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