Guia da Semana

Melhores amigos

Além de deixar a casa mais alegre, animais de estimação podem ser uma alternativa para colaborar com o desenvolvimento do seu filho

Foto: Getty Images

Seu filho vive chorando para comprar um cachorrinho na vitrine da pet shop? Sua filha é louca pelo gatinho siamês da vizinha? Até mesmo o seu sobrinho já esperneou para levar um hamster para casa... Provavelmente você já passou por alguma dessas situações acima. Mas talvez seja a hora de fazer uma criança feliz. Afinal, além do simples desejo, um bichinho de estimação pode contribuir no desenvolvimento infantil de diversas formas, nos âmbitos afetivo, intelectual e emocional. Mas antes de trazer esse novo membro para a família, existem alguns cuidados fundamentais para criar um animal saudável, que seja o companheiro ideal para o seu filho.

Senso de responsabilidade

Um animal em casa contribui para que a criança torne-se mais afetiva, generosa e solidária, dividindo suas coisas e seu tempo, além de desenvolver o senso de responsabilidade, pelo fato de possuir algo dependente dos seus cuidados. Também ajuda a desenvolver a difícil compreensão sobre questões cruciais da existência humana, como nascimento, crescimento, reprodução e morte, estimulando a consciência ambiental.

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Segundo a psicóloga Renata Ruivo, um animal de estimação, seja ele qual for, sempre é saudável para desenvolvimento emocional infantil. "Além de ser uma companhia, o contato com os animais acaba influenciando no processo de amadurecimento, pois as crianças acabam desenvolvendo e praticando sentimentos e atitudes como afeto, respeito, cumplicidade, dedicação e compaixão", afirma.

Hamster ou passarinho?

Antes de sair correndo para a pet shop, talvez seja melhor refletir sobre qual bichinho é o mais adequado para sua família e seu estilo de vida. Alguns detalhes podem passar desapercebidos e devem ser levados em conta. Um cachorro, por exemplo, vive entre 14 a 16 anos, fazendo parte da sua rotina por muito tempo. Provavelmente quando seu filho tornar-se adulto e sair da casa, ele ainda estará vivo e bastante dependente de seus cuidados.

Cães e gatos são recomendados para crianças a partir de cinco a sete anos, quando já existe a capacidade de aceitação de responsabilidades. Nessa idade, elas já têm noção de que podem machucar o animal se subirem em cima dele ou puxarem a sua orelha, por exemplo, como explica o veterinário Marcelo Quinzani. "Muitas pessoas e crianças tendem a compreender e interpretar o animal pela ótica humana. Por isso, alguns comportamentos animais instintivos podem causar pequenos acidentes, como mordidas arranhaduras, que a criança já deve interpretar como sinais de que ultrapassou o limite desse animal".

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Já para animais mais calmos, como pássaros, peixes e hamsters, não há restrição de idade. Apesar de viverem mais isolados em gaiolas e aquários, não trazem menos resultados para o desenvolvimento da criança - todos eles requerem cuidados de limpeza e alimentação, promovendo a compreensão da importância do cumprimento de tarefas. São indicados para crianças a partir dos três anos. Já os roedores são menos exigentes em relação aos cuidados, mas assim como todos os outros necessitam de alimentação, exercícios e atenção. Devido às suas limitações e particularidades biológicas, são indicados para crianças maiores, de quatro anos.

Cachorro enfermeiro

Animais de estimação podem ajudar as crianças a se sentirem mais dispostas, animadas e além de tudo, amadas. Podem inclusive ajudar na convivência ou na recuperação de alguma doença. Algumas espécies de cães e gatos têm sido bastante utilizadas na medicina infantil para auxiliar no tratamento de crianças com dificuldade de aprendizagem, autistas, ou síndrome de Down." A interação com os animais é mais fácil, ajuda a estabelecer uma linguagem mais expressiva", explica o veterinário.

Cachorros costumam ser ótimos parceiros no tratamento de doenças crônicas, diminuindo o estresse e ansiedade de ambientes hospitalares, principalmente em crianças que ficam internadas por longos períodos. Muitas delas costumam falar sobre seus medos quando conversam com os animais, sentindo-se mais seguras, esquecendo por algum momento os seus problemas, limitações e dores.

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Cuidados

Para quem já pensa em obter um bichinho desses, é importante lembrar que independente da espécie, todos eles trazem uma grande lista de cuidados (e despesas), entre alimentos, exercícios, e cuidados veterinários. "A idade média do animal escolhido deve ser levada em conta, pois diferente das pessoas são dependentes de cuidados por toda a vida e não somente na infância", completa Marcelo.

Por isso, antes de escolher o seu, é fundamental consultar um veterinário, para que ele possa indicar a melhor opção de acordo com suas possibilidades - como o ambiente onde ele irá viver, espaço que necessitará, necessidades de passeios e etc... Além desses aséctos, apenas um profissional especializado pode abordar com precisão possíveis ressalvas na questão de saúde, como doenças transmissíveis pelos animais e alergias.

Atualizado em 6 Set 2011.

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