Guia da Semana

Minha casa, sua casa?

Ditadores ou conservadores? Saiba por que alguns pais não permitem que suas filhas durmam na casa dos namorados

Foto: Sxc.hu

Quando o namoro chega a um certo tempo, o grau de intimidade entre o casal cresce e, ainda que na adolescência, o par quer passar mais momentos da vida juntos. É aí que entra o dilema entre pais e filhos: "Pai, posso dormir na casa do meu namorado?"

Confira depoimentos de pessoas que passam por essa situação e anote as dicas para tentar resolver o problema da forma mais civilizada possível.

Elas podem tudo!
Elas não precisam de motivos, desculpas e muito menos mentiras para passar a noite na casa dos namorados. É só pedir permissão com jeitinho que os pais quebram esse galho sem pensar duas vezes!

Para quem acha isso impossível, Beatriz Alvarez, 18 anos, está aí para mostrar que abrir o jogo com os pais pode ser fundamental. "Acho que pode rolar um acordo, afinal, quando queremos muito algo, acabamos fazendo escondido", diz. Beatriz, que agora está solteira, sempre pôde dormir na casa dos namorados que teve. "Depois que minha mãe cria confiança e conhece a família do namorado, ela não encana. A única coisa que ela pede é que eu ligue avisando que está tudo bem", explica.

Foto: Arquivo Pessoal
Evelyn Rocha pode passar a noite com o namorado

Evelyn Rocha, 18 anos, ainda não passou a noite com o namorado, mas se precisasse sabe que sua mãe deixaria numa boa. "Ainda não dormi na casa dele porque começamos a namorar há uma semana. Mas com meu ex, eu dormia e nunca tive problemas", conta.

Apesar de não sofrer com isso, Evelyn sabe que a proibição é uma coisa chata e garante que saberia lidar com a situação. "Se minha mãe me proibisse, obedeceria para evitar confusão. Mas conversaria com ela depois", diz.

Deixar a filha passar a noite na casa do namorado não é uma decisão fácil de tomar. É preciso ter muita confiança na menina, no namorado e, acima de tudo, na família dele.

Luci Fusco só permitiu que a filha Bianca dormisse na casa do namorado depois de algum tempo de namoro e muita conversa com ela. "Antes de deixá-la passar a noite com o namorado, fiz questão de fazer uma visita e conversar com a mãe dele sobre o que ela achava da situação", conta. Quando Bianca vai passar a noite fora, a única exigência que Luci faz é que ela se porte com respeito.

Para os seus pais, você dormir na casa do namorado pode não ser problema. Mas e para os pais dele? Na maioria das vezes, eles também aceitam sem encanações e até acham uma boa idéia. "Desde que a família da namorada do meu filho conheça bem a mim e a ele, acho muito conveniente que ela durma na minha casa", diz Dora Papi.

Dora não teve filhas - é mãe de dois meninos -, mas afirma que se tivesse, não as proibiria de dormir na casa do namorado. "Não vejo problema nenhum nisso. Acredito numa educação aberta, sincera, sem falsos moralismos. Afinal, nenhum de nós nasceu por obra do divino", diz.

Dormir na casa dele? Nem pensar!
Hoje em dia, várias meninas são livres para fazer quase tudo o que querem, mas, ainda existem muitas que precisam da permissão dos pais para certas coisas. E no que depender deles, dormir na casa do namorado ainda é tabu!

Vivian Oliveira, 18 anos, não tem permissão para passar a noite na casa do namorado. Ela respeita e procura entender o lado dos seus pais. "Eles não estão vendo o que se passa e imaginam que possa acontecer muitas coisas além do simples ´dormir´", diz.

Apesar de não ter pressa de passar a noite na casa do namorado, Vivian sabe o que é essencial na hora de fazer esse pedido tão especial aos pais: confiança e diálogo. "Confiança é algo que se conquista com o tempo, mas que pode ajudar bastante, assim como muita conversa", revela.

Foto: Arquivo Pessoal
Vivian Oliveira não tem a permissão dos pais
De acordo com a psicóloga Viviane Scarpelo, o comportamento de Vivian está certo. Diálogo é fundamental. "Conversar, dar o máximo de informação possível e mostrar as preocupações dos pais é muito importante", explica. Segundo a psicóloga, atitudes radicais também não são a solução. "Não existe não e ponto. Hierarquia escancarada não leva a lugar algum", diz.

Gisele Silva já tem 20 anos, mas se considera praticamente uma adolescente e ainda sofre com as proibições dos seus pais. Há um ano e meio, ela está com o go-go boy Luciano Fernandes, o primeiro namorado, mas os pais dela estão longe de permitir que ela passe a noite com ele. "Sou filha única e meu pai é muito ciumento. Acho que só vai me deixar dormir na casa do Luciano quando eu estiver noiva ou casada", ironiza.

Gisele é daquelas que acreditam que "tudo que é proibido é mais gostoso" e não faz questão de esconder. "Não adianta eles me proibirem, sempre invento que vou à casa de alguma amiga", revela. Ela entende o lado dos pais e até sabe o porquê das proibições. "O pai sempre conhece o filho que tem e o meu não confia em mim", confessa.

Foto: Arquivo Pessoal
Gisele Silva não liga para proibições

Durante a adolescência, é relativamente comum mentir, fazer coisas escondidas e desafiar os pais. A psicóloga Viviane explica porque é difícil lidar com proibições durante essa época tão conturbada: "Adolescentes estão em um período de descobertas, por isso, mais do que nunca eles querem desvendar os ´mistérios´, especialmente quando são proibidos".

Para os companheiros das meninas que não têm permissão para dormir na casa do namorado, é preciso muita compreensão e paciência para aceitar um "não" como resposta. Renato Gutierres, 18 anos, namora Bruna, 17, há seis meses. Ela não pode passar a noite na casa dele e, para os dois, isso não é motivo de revolta. "Eu acho certa a decisão dos pais dela. Afinal, eles não me conhecem como ela me conhece e é natural que achem que tenho segundas intenções", diz.

Renato ainda não está preocupado com o fato de Bruna não poder passar a noite em sua casa. Ele acredita que, com o passar do tempo, vai conquistar a confiança dos pais dela e aí, quem sabe, eles liberem. "Eu aceitei a situação. Mas bem que eu queria que ela dormisse em casa vez em quando", completa.

Pode ser que essa história de proibição seja uma chatice tremenda. Mas a verdade é que os pais têm suas razões e elas fazem muito sentido. Maria Aparecida Oliveira tem uma filha de 18 anos e não abre mão de tê-la por perto durante a noite. "Sempre queremos o melhor para os nossos filhos, em especial para as meninas. Dar abertura a situações como essas é conceder liberdade sem responsabilidade", explica.

Maria Aparecida sabe que hoje em dia os jovens são mais independentes e confessa que isso a deixa assustada. "Não vejo isso como atitudes normais, você se expõe demais e acaba perdendo o foco. O respeito em nossas relações deve ser prioridade", diz.

Fui proibida, e agora?
Proibição não é legal, mas muitas vezes é necessária. Ao invés de desafiar seus pais e querer provar que você pode fazer tudo que quer, saiba como lidar com a situação e manter a harmonia. Confira algumas dicas:

? Converse bastante com eles sobre todos os assuntos.
? Exponha sua opinião, mas deixe que eles expressem a deles também.
? Quando eles te proibirem de fazer alguma coisa, tente entender o porquê.
? Pergunte a eles quais as preocupações que eles têm a seu respeito.


Fonte:
Viviane Scarpelo
Psicóloga e hipnoterapeuta
Telefone: (11) 3266- 8676
Site: www.delphospsicologia.com.br

Atualizado em 6 Set 2011.

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