Guia da Semana

Na idade de curtir

Sair à noite é ótimo, mas é muito melhor quando está de acordo com o momento da vida em que estamos

Foto: Getty Images



Dançar, paquerar e curtir com os amigos à noite faz parte do cotidiano das pessoas há séculos, seja em festas, bares, botecos, bailes ou baladas. A farra geralmente começa na adolescência (alguns, mais tranqüilos, saem só na vida adulta e olhe lá), mas pode durar muitos anos - meus pais fazem isso até hoje. Badalar é uma delícia e não tem idade! Mas tem o lugar e o momento para acontecer certo de acordo com cada fase da nossa vida.

Por exemplo, se sua avó for sair à noite ela provavelmente irá a alguma festa de pessoas da idade dela, certo? Na casa de alguém, em um baile ou até em lugares específicos para o público da terceira idade. Dificilmente você vai topar com a sua vovó, aquela que faz tortas deliciosas nos almoços de domingo, dançando até o chão em alguma balada da moda. Mesmo achando isso absurdo, muitos pré-adolescentes e adolescentes não conseguem entender porque não podem entrar em bares e casas noturnas, antes dos 18 anos. E uma grande parte deles ignora este fato e vai mesmo assim.

Quando eu tinha 16 anos, resolvi começar a sair de casa, porque era tranquila demais em comparação às outras garotas da minha idade. Cheguei a ir duas ou três vezes em baladinhas da Vila Olímpia com amigas do colégio e até dobrei seguranças para poder entrar mesmo sendo menor de idade, já que sempre fui contra fazer RG falso. Lembro de como me sentia uma estranha naquele lugar cheio de gente mais velha, bebendo, rindo, beijando e dançando, como adultos que eu estava longe de ser. Não conseguia me encaixar ali.

Voltei a sair, com mais frequência, depois dos 18 anos, época em que também comecei a beber - ok, por um lado eu sempre fui certinha, dentro da lei, e juro que não estou inventando nada! Aí eu entendi porque existe a restrição por faixa etária, pois já me sentia parte daquela galera mais velha, mais independente, que curtia a balada como deveria ser.
É claro que eu me sentiria deslocada em um local daqueles quando era mais nova e tinha outra cabeça e outro estilo de vida, incompatíveis com o das pessoas às quais essas baladas são direcionadas. Cheguei a ir uma ou duas vezes em matinês e, apesar de não ter gostado muito, achava mais à altura do meu momento de vida, com certeza muito mais do que as casas para maiores de idade.

O problema começa quando a gente quer apressar a passagem dos anos e começar a ir nesses lugares e fazer coisas que ainda não condizem com a nossa idade e maturidade.
 
Aliás, muitos garotos e garotas de 18 anos também não estão preparados para beber e sair na noite, que dirá os de 16. Parece um papo chato e moralista, mas é uma constatação de alguém que viveu os dois momentos e pode falar com propriedade: as coisas são muito melhor aproveitadas quando vividas no momento adequado.

Os anos não demoram muito a passar, embora pareça, conforme a ansiedade e a expectativa criadas por nós, e logo podemos fazer tudo o que queríamos de cara limpa, como eu fiz quando apresentei o meu RG na porta de uma balada no dia em que fiz 18 anos. O segurança olhou para mim desconfiado e eu sorri como quem diz: "Sim, eu posso estar aqui e quero aproveitar tudo a partir de HOJE".

Leia as colunas anteriores de Fernanda Carpegiani:

Sinceridade é essencial

Ame-se primeiro

Busca pela identidade

Quem é o colunista: Fernanda Carpegiani - Uma jovem cheia de energia,  que aproveita a vida de uma forma intensa e particular.

O que faz: Jornalista apaixonada.

Pecado gastronômico: Batata frita.

Melhor lugar do Brasil: Ubatuba - São Paulo.

Fale com ela: fecarpe@gmail.com

Atualizado em 1 Dez 2011.

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