Guia da Semana

Não basta só fazer

Especialista recomenda muito cuidado no pós-operatório, pois, se não fizer o correto, poderá ter consequências bem desagradáveis

Foto: Getty Images


Muito se comenta sobre cirurgias plásticas na adolescência. Como discutido anteriormente em outro artigo, o adolescente não apresenta maior risco para a cirurgia. Ao contrário, encaixa-se entre os grupos de menor risco cirúrgico, afinal, é raro alguém nesta fase ter problemas de saúde.

Sobre poder operar, analisamos que o adolescente de hoje atinge o tamanho adulto por volta dos 15 anos (para as jovens) e dos 17 anos (para os jovens). Isso quer dizer que operar nesta idade ou depois dos 20 anos é a mesma coisa. Terminamos o artigo falando que a maior diferença entre o adulto jovem e adolescente com completo desenvolvimento físico é o amadurecimento psicológico. E é sobre isso este novo artigo!

Desde a motivação da cirurgia, expectativa e cuidados pós-operatórios, os adolescentes merecem cuidado redobrado.

É preciso analisar se a motivação não é transitória e se é fundamentada, ou seja, se realmente a cirurgia plástica ajudaria a melhorar, se existe o problema e se a vontade de operar parte do paciente. Não raro, o jovem pode ver defeitos inexistentes.

Características físicas totalmente normais podem gerar desconforto nesta fase da vida, em que há insegurança e instabilidade emocional. Deve-se avaliar também se a motivação é do paciente ou se, por exemplo, o(a) namorado(a) prefere de outro jeito, as amigas comentam de alguma característica etc.

A expectativa deve ser realista. Algumas vezes fui requisitado a fazer uma cirurgia para "parecer uma artista, modelo ou amiga". Logicamente isso não é possível e não se deve operar com tais expectativas ilusórias. Cada um tem uma genética, biótipo etc. Podemos, com a cirurgia plástica, melhorar, harmonizar, aperfeiçoar, mas o paciente sempre será ele mesmo modificado, nunca outra pessoa.

Sobre o pós-operatório também devemos ter redobrada atenção. Com a característica impaciência e imediatismo do adolescente, é natural que ele queira voltar à vida normal antes do período apropriado. Comumente ouvimos: "Dr, minha cicatrização é excelente, estou super bem, por isso achei que podia dançar (ou jogar bola)..." Cuidado pessoal! A cicatrização tem fases determinadas e não será modificada pela ansiedade, impaciência ou desejos. Um retorno precoce a atividades ainda não liberadas pode gerar complicações como sangramentos, alargamento de cicatriz, mal resultados...

Finalizando, a cirurgia no adolescente pode sim trazer grandes alegrias e resultados. É segura e pode ser realizada em estruturas que já atingiram o desenvolvimento completo (isso depende da estrutura e sexo - nariz, mama, gordura, etc). Importante é a avaliação física e psicológica, além de sempre ter o apoio e autorização dos pais.

Leia a coluna anterior do Dr. André Colaneri:

Na adolescêncoa...Pode?

Quem é o colunista: André Colaneri

O que faz: É médico Perito Judicial em Cirurgia Plástica, membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e formado pela Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, com especialização em Cirurgia Plástica. Hoje é um dos expoentes nacionais na sua área de atuação.

Pecado gastronômico: Frutos do mar

Melhor lugar do Brasil: Fernando De Noronha

Fale com ele: Acesse o site do autor ou ligue (11) 2365-5980

Atualizado em 6 Set 2011.

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