Guia da Semana

O Bê-a-Bá

No Ensino Fundamental I, o foco deve ser a alfabetização infantil. Já no Fundamental II, é hora de aprender a sistematizar conhecimentos

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 Passadaa fase do lúdico, da brincadeira e das diferentes linguagens, é o momento da alfabetização. Aqui, o projeto pedagógico e a qualificação dos professores ganham ainda mais importância. "Os pais devem perguntar como a escola faz para as crianças realmente aprenderem, como age se houverem dificuldades de aprendizagem e como lida com imprevistos. Outra pergunta é se a equipe da escola possui formação adequada. Os pais não podem se inibir e deixar de fazer esse questionamento", afirma Neide Noffs, doutora na área de educação e coordenadora do curso de Psicopedagogia da PUC -SP.

Celia Godoy, pedagoga, mestre em Psicologia Social e especialista em Supervisão Escolar, Orientação Educacional e Recursos Humanos, destaca também questões como a visão de mundo, de sociedade e de Homem que a escola possui e transmite aos alunos. "Os pais devem ter em mente que tipo de cidadão a escola visa formar, se um aluno consumista ou participativo, solidário e humano. Eles devem avaliar se determinada escola é realmente um espaço de construção de saberes e se pode contribuir na educação do seu filho", orienta.

Nessa fase, é comum as crianças quererem frequentar a mesma escola dos amigos ou dos primos, o que pode ser um bom incentivo aos estudos, desde que esse não seja o único nem o principal critério de escolha.

"Aliar escola de qualidade aos amigos é uma boa ideia, mas é preciso ter em mente que ali não é um espaço prioritariamente de socialização. A criança deve ter convívio com os amigos fora da instituição", alerta Neide.

Segundo a especialista, a decisão dos pais deve ser sempre norteada pelo desenvolvimento e pela aprendizagem proporcionados pela instituição. "O Ensino Fundamental I garante o alicerce da aprendizagem. Nesse ciclo, os pais devem ficar atentos à maneira de a escola introduzir conhecimento, se é de forma diversificada, se há acesso a livros, computadores, atividades extracurriculares, lições", destaca.

De acordo com ela, na fase seguinte, no Ensino Fundamental II, os alunos - já na adolescência - devem aprender a sistematizar o conhecimento científico. "Aqui, é importante que a escola priorize o hábito de estudar e que os jovens saibam fazer resumos, leitura compreensiva e análises", completa.

Métodos de Avaliação

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Provas, trabalhos, apresentações... Mais do que dar nota aos projetos propostos, as escolas devem avaliar o aluno de forma global, isto é, desempenho, evolução, participação e comportamento. "Avaliação tem que ser constante, formativa. Não pode ser somente a avaliação tradicional, só responder às questões da prova. É preciso que a escola tenha uma visão mais geral do desenvolvimento, com feedback constante para pais e alunos", destaca Neide Noffs.

Os trabalhos propostos pelo colégio merecem atenção especial, já que a internet possibilita acesso praticamente irrestrito a projetos, monografias e textos, que podem ser facilmente copiados ou indevidamente usados nos trabalhos escolares.

"As produções dos alunos devem ser vistas em cada espaço. A sala de aula é um local que retrata, em seu interior, a relação pedagógica estabelecida. Nas visitas, os pais devem verificar os painéis, as construções, etc", recomenda Celia Godoy.

Os cadernos e as oficinas também são um bom termômetro para os pais perceberem se a escola se preocupa em evitar a "cola" da internet. "Os pais devem pedir para ver alguns trabalhos e cadernos e avaliar se os conteúdos são bons, médios ou fracos. Eles são os registros dos alunos e mostram o dia a dia da escola", reforça Neide.

I e II

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Fases diferentes, objetivos diferentes, mas atenção e cuidados iguais. O casal Flávia e Edson Guedes, pais de Giovanna, do Ensino Fundamental I, e de Fernanda, do Fundamental II, monitoram o rendimento escolar e o comportamento social das duas. "Na hora de escolher o colégio, buscamos o ensino fundamentado em diretrizes sólidas e o bom histórico de ensino-aprendizagem. Para acompanhá-las, vamos às reuniões periódicas, lemos as tarefas das duas e acompanhamos seus desenvolvimentos", conta Edson.

Giovanna, 13 anos, e Fernanda, 8 anos, trocaram de colégio há seis meses, para acompanhar a mãe, que é pedagoga e professora do Colégio Costa Zavagli, no Butantã. "Nessa escola, esperamos que a Giovanna aperfeiçoe o conhecimento e a bagagem cultural adquiridos em outros colégios. Já para a Fernanda, nossa expectativa é de que ela tenha uma base cultural estruturada e seja inserida em um mundo de conhecimentos significativos para a sua vida", completa o pai.








Atualizado em 6 Set 2011.

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