Guia da Semana

O lado negro da força

Eles fazem parte das histórias em quadrinhos, mas nem sempre são os mocinhos, mesmo assim seu filho adora

Foto: Getty Images

Algumas crianças preferem os vilões aos herois

Na maioria das vezes eles são envolventes, carismáticos e atraentes. Estão presente nos desenhos, filmes, HQs e fábulas infantis e até na vida real. Não, não são os super heróis ou mocinhos, mas sim, os vilões.

Não há dúvida que a presença deles é marcante, às vezes, até mais do que os protagonistas, é o caso de Coringa, Batman e Darth Vader, e A Fera, de A Bela e a Fera. Mas a preocupação é quando as crianças começam a se identificar demais com eles. Isso é motivo de preocupação para os pais?

Era uma vez... 

"As histórias em quadrinhos, filmes, desenhos e contos de fada fazem parte dos recursos disponíveis de entretenimento, orientação e educação para as crianças. Nessa fase elas apresentam uma disposição lúdica de assimilar as coisas à sua volta, pois é através da fantasia, da brincadeira e de histórias que a criança entra em contato com o meio", explica a psicóloga Alcione Aparecida Messa.

É nesse momento que os pequenos aprendem os valores, a ética, o bem, o mal e as características de cada um. "É assim eles vão entendendo que os pontos negativos do vilão também existem e fazem parte da vida. É importante que a criança conheça sentimentos como a raiva, a inveja e ciúmes, pois são sensações inerentes à natureza humana. A luta entre o bem e o mal mostra que os conflitos acontecem e que sempre é possível encontrar saídas, fortalecendo na criança uma crença positiva na vida", completa a especialista.

Do outro lado

Foto: Getty Images

Com o tempo essa admiração tende a diminuir

O que deixa os pais de cabelo em pé é quando os herdeiros acabam se identificando com os personagens de caráter duvidoso da animação. "Meu filho tem 10 anos e adora o Coringa, Macaco Louco entre outros. Quando vejo ele brincar com os amiguinhos e sempre quer o malvado, fico preocupada, porque muitas vezes ela até fica violento.", confidencia Alice Betim, mãe do pequeno Ygor.

Para Alcione a explicação para esse tipo de fixação está na forma como o personagem se apresenta. "Geralmente eles são atraentes como dragões gigantes, bruxas, rainhas com roupas coloridas e temporariamente se encontram vitoriosos no conflito das histórias", defende. De acordo com especialista depois de um tempo essa admiração muda. "É comum que depois a criança se identifique com o herói, pois é o personagem que resolve o conflito, transmite bons valores, moral e ética", relembra.

Sem o uniforme

Mas se com passar do tempo esse tipo de comportamento não mudar, Alcione explica que orientação mais profunda. "A criança pode estar somente confusa em expressar sua raiva e agressividade ou em conflito com alguma situação nova, ou pode ainda, estar envolvida com algo mais preocupante, como a exposição a um ambiente agressivo ou de risco psicológico", revela.

Nesses casos, o psicólogo pode ajudar no processo. "Se a criança começar a se tornar violenta, isso não significa que ela foi influenciada pelos vilões das histórias. A agressividade é resultado de um conjunto de fatores sociais, familiares e psicológicos que contribuem para esse comportamento. A identificação com o comportamento dos vilões é somente a ponta do iceberg", finaliza.


Atualizado em 6 Set 2011.

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