Guia da Semana

Paz X Brigas

Na adolescência não há como comparar as brigas com os pais, com as com os irmãos. A segunda é sempre pior

Foto: Getty Images


Quando nos tornamos pais pela primeira vez, nos deparamos com diversos desafios, e um novo mundo se descortina à nossa frente. Mas as surpresas ainda não terminaram. Quando nasce o segundo filho, além da dedicação à sua educação, vem mais um desafio importante, que é gerar um relacionamento sadio e feliz entre os irmãos.

Eles terão uma "convivência para sempre", um pode contar com o outro a vida toda, e a responsabilidade dos pais passa a ser reconhecer os pontos fortes de cada um, assim como suas deficiências, e como ajudá-los nesta convivência tão importante. Eles provavelmente serão os seres humanos com os quais mais se relacionarão durante muitos anos e este aprendizado é fundamental para prepará-los para outros relacionamentos futuros.

Minha avó teve cinco filhos e me lembro dela mostrando a mão aberta dizendo: "Os cinco dedos não são iguais, os filhos também não são".

A partir dessa premissa os pais precisam aprender a aceitar cada um como é e tratar de modo igual cada filho. É muito comum vermos pais que priorizam alguns filhos porque têm características parecidas com as suas ou são mais amáveis e de fácil convívio do que outros. O importante neste momento é aceitar as diferenças, achar pontos de admiração em cada filho e equilibrar a convivência para que dentro de casa a relação seja harmoniosa.

Mas e a relação entre os irmãos? É muito difícil falar quando os irmãos estão em 'pé de guerra', competem entre si, disputam a atenção dos pais incansavelmente até o ponto em que eles já não sabem mais o que fazer para acabar com esta situação. Os conflitos são inevitáveis quando se convive em grupos. As ideias, conceitos e visões de vida são diferentes. O importante é ensinar aos filhos, desde cedo, que diferenças existem para serem resolvidas com diálogo, em que cada uma das partes apresenta o seu lado e conjuntamente se entra em um consenso. Tarefa fácil? Não! Principalmente quando os pais estão cada vez com menos tempo para os filhos e muitas vezes não conseguem fazer este papel de intermediador.

Uma dica é aproveitar os momentos em família para promover encontros, conhecer os gostos de cada um e encontrar interesses em comum. Desta forma, se faz um laço também de amizade. Quando formamos este laço e montamos uma 'equipe' a família trabalha unida, mesmo em momentos conflituosos. Não é uma tarefa fácil, exige esforço de cada uma das partes e muita, muita paciência.

O segredo é valorizar as características positivas de cada elemento da família, respeitar sua individualidade e acima de tudo colocar boas doses de amor a cada decisão e atitude tomada. Assim, os filhos perceberão que a casa é um ambiente seguro, onde podem demonstrar o que tem de melhor, serão ouvidos e respeitados.

Quem é a colunista: Djenifer Berardi.

O que faz: Coordenadora de Comunicação do Kumon.

Pecado gastronômico: Chocolate.

Melhor lugar do mundo: Ilha do Mel.

Fale com ela: djenifer.berardi@kumon.com.br  

Atualizado em 6 Set 2011.

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