Guia da Semana

Prazeres e cuidados da relação entre crianças e animais

Convívio com animais de estimação estimula o afeto e o cuidado com a natureza

Por Raquel Maldonado




A convivência com um animalzinho de estimação pode ser muito importante, no que diz respeito, ao desenvolvimento das crianças. Porém alguns cuidados devem ser tomados ao escolher um para fazer parte da família. Esses cuidados levam em conta não só a satisfação da criança, mas também o desenvolvimento saudável do animal.

É muito provável que a molecada ache o máximo ganhar um cachorrinho de presente. Além da relação de afeto que se estabelecerá entre os dois, a convivência com um animal ajuda no desenvolvimento emocional da criança e no sentido de responsabilidade.

A psicóloga Mônica Griesi reafirma a importância do convívio. "Crianças que possuem um animal de estimação tendem a apresentar uma maior auto-estima e melhor desempenho nas suas interações sociais. Isto porque é através da observação das necessidades físico-afetivas do animal que ela vai aprendendo lições sobre responsabilidade, afeição, respeito e interação".

Muitos médicos dizem que crianças com problemas respiratórios como bronquite devem permanecer longe dos cães, por causa dos pelos. Porém certos psicólogos afirmam que o convívio pode aliviar e até mesmo curar a doença, já que muitas vezes ela tem origem emocional. Alguns até realizam as sessões de terapia na presença do próprio animalzinho do paciente, os resultados confirmam a eficácia. "Meu filho começou a levar o Zé, nosso cão, nas consultas com a terapeuta, depois de três sessões já percebi que ele estava mais carinhoso e solidário com as outras crianças", diz Maria Zélia Flores.

Ainda podemos citar o aumento da autonomia, preocupação com o meio-ambiente, desembaraço e respeito com as outras pessoas como efeito do convívio com um cãozinho. Porém essa relação deve ser supervisionada e orientada por toda a família para que o resultado seja sempre positivo.

Cuidados
Ao presentear a criança com um animal de estimação, os pais devem levar em conta o espaço físico em que o animal irá ficar, e a partir daí escolher a raça adequada, que também deve estar de acordo com a idade da criança. A veterinária Cláudia Alencar não recomenda a compra de cães muito frágeis, como o caso do poodle toy e do yorkeshire, para crianças com menos de sete anos.

Além disso, a opção deve ser por uma raça calma, que não apresente sinais de violência e tenha um alto grau de tolerância às crianças. Boas escolhas são as raças shitsu, pomerânia ou o dálmata e labrador, se houver espaço físico suficiente.

Durante viagens em que o cãozinho não possa acompanhar a família, a opção é levá-lo a um canil de confiança com alguns "brinquedinhos" para que não sinta tanta falta de casa. Outro ponto importante é a alimentação. O adulto deve deixar claro para a criança que é proibido dar pães, doces, ou qualquer outro alimento, que não for a ração.

E o principal, os pais têm a obrigação de ensinar que o cachorro não é apenas um brinquedo, mas um ser vivo que necessita de cuidados, atenção, carinho e respeito.

Serviço:

Psicóloga Clinica
Mônica Griesi
www.mgriesi.com.br

Atualizado em 6 Set 2011.

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