Guia da Semana

Sangue novo para o vertical

Eles querem apenas se divertir, sonhar com manobras diferentes e competir por títulos expressivos. Conheça a cara da última geração do skate brasileiro



Qual jovem skatista não se intimidaria em competir ao lado de Bob Burnquist, Lincoln Ueda e Sérgio Negão? Deixando o nervosismo e a pressão de lado, Dan Cezar (18) e Martín André (19) estrearam no Oi Vert Jam entre os melhores colocados na elite do esporte. Dan voou alto no half da Lagoa Rodrigo de Freitas e faturou a prata, atrás somente do australiano Renton Millar. Enquanto isso, Martín alcançou a oitava posição, fincando seu lugar entre os top ten e confirmado a que veio a quinta geração do skate brasileiro.

Confira abaixo os melhores trechos do bate-papo que o Guia da Semana teve com as novas promessas do skate vertical, no qual eles falam sobre trajetória, vida no circuito profissional e planos para o futuro.

Dan Cezar

Início
Pratico há 8 anos. Comecei vendo meu irmão andar. Gostei tanto que pedi um skate de aniversário para o meu pai. Nessa época, não tinha ninguém como ídolo, mas gostava de ver vários caras no half, como o Bob Burnquist, Sandro Dias e Lincoln Ueda.

Ídolos
O vice-campeonato no Oi Vert Jam foi o mais memorável, por deixar grandes nomes para trás na competição. Senti uma pressão na hora só de saber que eles já eram os melhores do mundo antes mesmo de eu começar a andar de skate.

Preparação
Em época de competições, costumo treinar de 20 a 25 horas por semana, sem contar a preparação física na academia. Tudo para aguentar os tombos e não perder o fôlego durante as provas.


  Dan Cezar arrisca manobras no tubo, em São Bernardo do Campo

Martín André


Início
Ando de skate praticamente desde que nasci. Meu pai já tinha um skate Hang Ten e com apenas alguns meses de idade eu já subia nele. Com oito anos, durante a Copa de 98, pedi a ele que me levasse a uma mini-rampa perto de casa. Desde então o amor só cresceu.

Ídolos
Apesar de ter participado de muitos campeonatos, a pressão de competir com estrelas mundiais é uma coisa inevitável. Sempre acabo ficando nervoso minutos antes da minha volta, mas quando entro na pista, o nervosismo, a ansiedade e a pressão acabam.

Preparação
Moro em São José dos Campos, onde não há pistas para a prática do vertical. Por isso vou de terça à sexta para Taubaté, quase 40 km da minha casa, aí dá para treinar no máximo 8 horas por semana. Estou a procura de um patrocínio, pois quero mudar para São Paulo ou Santo André, onde teria uma preparação mais adequada.


 Martin André voando alto no treino

Quinta  geração do skate

Amador X Profissional
Dan - O nível de manobras e a experiência são totalmente diferentes. O profissional premia em dinheiro, mas ainda é difícil viver de skate, tanto que tem coisas que peço para o meu pai, embora tenha um patrocinador que me ajuda bastante. Para quem está na estrada, a maior dificuldade é conseguir um patrocínio que pague bem.

Rivalidade
Martín - Rivalidade não existe no skate, pelo menos não na nova geração. O Dan e eu somos muito amigos, sempre viajamos juntos, andamos juntos e curtimos umas baladas. Durante a competição é a mesma coisa, um sempre está torcendo para que o outro acerte tudo e sempre trocamos dicas sobre manobras.


Martín novamente em ação durante mais um dia no vertical

Skate pra mim é...

Dan - Diversão. E agora, um pouco de trabalho também...

Martín: Minha vida. Não consigo ficar sem. O skate vem acima de tudo. Os dias que fico sem andar, não consigo nem dormir direito.

Fotos: arquivos pessoais

Atualizado em 6 Set 2011.

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