Guia da Semana

Só mais cinco minutinhos

Trabalhar pode até ser chato, mas é uma parte inevitável do nosso amadurecimento, e precisa ser encarada da melhor maneira possível


Acordar cedo, trocar as cobertas quentinhas pelas ruas, para ir de casa para o trabalho. À noite, antes de voltar pra casa, ainda passar na faculdade. Essa é a rotina de muitos jovens universitários que estudam e fazem estágio, e começam cedo a vida profissional. Cedo é algo relativo, já que muitos precisam trabalhar para ajudar a família, ou são pressionados pelos pais, ou ainda querem ter seu dinheiro logo. De qualquer forma, esta é uma decisão delicada, já que tem um pézinho na fase adulta.

Ah, como é gostoso acordar a hora que quisermos! Passar as tardes se divertindo, indo ao cinema, fazendo as unhas, jogando futebol, falando no telefone, ou até dormindo mais ainda. Me lembro da minha pré-adolescência, quando ia para a escola de manhã, e a tarde fazia natação e inglês alguns dias, mas nos outros passava horas no telefone, jogando videogame, brincando com as amigas ou enchendo o saco da minha família. A vida era boa! E eu sabia.

O que eu ainda não sabia é que ia fazer faculdade e trabalhar já no primeiro ano, sedenta de aprender a profissão que eu escolhi, minha paixão: o jornalismo. Como estava só começando, tinha uma função básica e um horário reduzido, mas estava na área, pois era numa editora.

Sempre fui um tanto quanto insegura e sabia que não ia ser diferente com o estágio. Tinha medo de fazer alguma coisa errada, de não saber me comportar, de falar besteira, de ninguém gostar do meu trabalho, e nem de mim. Eu era a única mais nova na empresa, o resto do pessoal tinha de 30 anos para cima, e eu sentia uma pressão interna com relação ao meu desempenho e a tudo que eu fazia.

Eu não tinha mais a proteção da escola, e até da faculdade, onde eu estava para estudar e tirar nota. Ali na editora não ia ser um sete que ia resolver o problema, e se eu me desse mal, não ia ter recuperação ou DP: era rua mesmo. Também não tinha meus pais para me ajudarem na lição de casa, ou com aquela entrevista para a aula de Jornalismo Básico. Era eu, sozinha, enfrentando o tal mercado de trabalho.

Muita coisa aconteceu de lá pra cá, pouco mais de um ano. Cheguei a trabalhar período integral e me desesperar com a falta de tempo e o acúmulo de coisas pra fazer. Fiquei doente, chorei, me descabelei, e depois percebi que essa era uma fase de transição, e por isso estava me custando noites de sono que eu já não tinha. Tive que aprender a controlar o nervosismo, e a deixar pra trás a preguiça e o comodismo dos meus quinze anos.

A vida era boa, mas era outra; eu era outra. Acordar de manhã para ir à escola e pedir mais cinco minutos na cama era bom, mas as responsabilidades não iam entender a minha preguiça. O trabalho passou de monstro a uma coisa natural, e muitas vezes até prazerosa, quando a gente faz o que gosta. Eu percebi que era algo que ia me acompanhar até a aposentadoria, então de nada adiantava ficar lutando contra. Mais cedo ou mais tarde, o mercado de trabalho ia bater na minha porta, e eu não ia mais poder dizer: "Mãe, é pra você!"

Quem é o colunista:Fernanda Carpegiani - Uma jovem enérgica que aproveita a vida de uma forma intensa e particular.

O que faz: Jornalista apaixonada.

Pecado gastronômico: Batata Frita.

Melhor lugar do Brasil: Ubatuba - São Paulo.

Fale com ela: fecarpe@gmail.com

Atualizado em 6 Set 2011.

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