Guia da Semana

Surfe sem vaca

O que você precisa saber para começar a pegar onda e fazer bonito no mar

Fotos: Getty Images

Céu limpo, mar lisinho e altas ondas rolando. Cenário ideal para um dia de surfe. Mas na hora de cair na água, as roupas de marca e a prancha irada não ajudam muito se você afunda logo na primeira remada. Para minimizar a quantidade de caldos, fomos atrás de Picuruta Salazar, colecionador de títulos brasileiros e professor do esporte, que ensina como parar de desfilar com a prancha na beira do mar e começar a dropar suas primeiras marolas.

Na beirada

A primeira qualidade de um bom surfista é saber observar o mar. Ver onde a onda quebra (arrebentação), qual é a direção da água e como está o vento. Olhando de longe, ficar em pé na prancha parece fácil. Mas para fazê-lo, é preciso acumular uma série de conhecimentos, que antecedem o "pegar onda". "Tem que remar, prestar atenção na série, ficar de pé, memorizar muita coisa, muito rápido", afirma Picuruta.

Não existe um horário específico para particar o esporte. Mas o período da manhã é o mais indicado, devido à estabilidade do mar, principalmente no verão, quando o vento leste (que ajuda a abrir o tempo), deixa as águas mexidas na parte da tarde. Para quem está começando, o ideal são praias de ondas fracas, que dão mais tempo para raciocinar e calcular os movimentos.

Remando

Além do preparo físico, equilíbrio é um fator determinante. Ao deitar na prancha, a sensibilidade de cada um é o que dita a melhor posição. O ideal é não ficar nem muito na frente, (o que provoca o afundamento do bico), nem muito atrás, para depois remar em direção às ondas, furando elas através uma técnica conhecida como "joelhinho" (onde se joga o peso do corpo na prancha, para mergulhar por baixo da onda). Passada a arrebentação, é importante analisar as séries e remar pesado para pegar as ondas em formação, antes de elas arrebentarem na espuma.

Fotos: Getty Images
O equilíbrio é fundamental para quem quer praticar o esporte

De pé

Na hora de ficar em pé, o mais importante é descobrir como firmar sua base. Por ser algo instintivo, um bom método é treinar fora da água, em cima da prancha, na areia. Para os iniciantes, o mais indicado é se posicionar de frente para a onda, no chamado front-side, que permite pegar a parede de lado, com mais facilidade. Este é o princípio básico do equilíbrio, que possibilita as manobras futuras. "A técnica que a gente mais indica é quanto ao posicionamento em cima da prancha, que deve ser com a coluna alinhada e reta, para evitar lesões".

Equipamento

Antes de começar a pegar os seus primeiros tubos, existem alguns equipamentos básicos para se comprar. Entre os mais importantes, estão a roupa de borracha para água gelada (john), cordinha para amarrar o pé (lash) e parafina, que deve ser passada todas as vezes que se cai na água. No verão, recomenda-se o uso de uma camisa de lycra, para proteção contra o sol.

Faltou alguma coisa? A prancha! Para não errar na escolha, o ideal é um modelo adequado ao seu peso e tamanho. Normalmente se inicia com uma funboard, de bico arredondado, que proporciona mais estabilidade e segurança. "É parte chave da coisa. Procurar sempre olhar o tamanho e se ela não é muito pintada no meio, no sentido vertical. Pranchas quebram fácil no centro e muita gente arruma, pinta por cima e vende assim. Então quem é leigo não sabe que está comprando uma prancha danificada", afirma o professor.

Fotos: Divulgação
Modelo de funboard

Para evitar roubadas, Picuruta aconselha comprar em uma loja especializada e optar por um modelo usado, pois não se sabe até onde vai a empolgação no esporte - e a prancha corre o risco de virar mais uma decoração no seu quarto. O investimento inicial sai em torno de R$ 1.300, para adquirir todos os equipamentos.

Saúde

Além de ser um esporte que trabalha diversas partes do corpo ao mesmo tempo, o surfe fortalece a parte aeróbica, com resultados rápidos e visíveis, favorecendo o peitoral e os braços, por conta da remada. É freqüentemente recomendado por médicos, em casos de doenças respiratórias, como por exemplo, a bronquite. "Começar a surfar foi muito bom para mim. Dá um grande preparo físico. Tenho diabetes e sempre precisei praticar exercícios. Para quem está começando eu aconselho persistência.O esporte não é fácil, mas é muito bom para a saúde e prazeroso", afirma Rafael Washington, 23 anos, ex-frequentador das aulas de Picuruta.

Dicionário surfista
Big rider - surfista de ondas grandes.

Bóia - cara que fica parado na água e os outros passam por ele surfando.

Cabrero - com medo.

Vaca - tombo, queda.

Crowd - muita gente surfando no mesmo lugar.

Flat - mar liso, sem onda.

Prego - cara que pega onda mal.



Colaborou:

Escola de Surf Picuruta Salazar
Praia José Menino - Santos
(13) 3251-2999
www.picuruta.com.br/escolinha


Atualizado em 6 Set 2011.

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