Guia da Semana

Tchubaruba

Em entrevista exclusiva, Mallu Magalhães fala sobre a carreira adolesecente, brincadeiras de criança e referências musicais

Foto: Divulgação/ João Wainer

Novo xodó da cena musical independente, Mallu Magalhães já deixou o anonimato para trás aos 16 anos. Tudo começou com a canção Tchubaruba, hit instantâneo de 2008, no qual ela canta versos de folk de forma descompromissada.

Além da carreira, a adolescente apareceu bastante na mídia devido a um fato de sua vida pessoal, o qual ela se recusa a comentar: o polêmico relacionamento com o barbudo e ex-líder dos Los Hermanos, Marcelo Camelo, 14 anos mais velho que ela.

Depois de ter alçado voo, Mallu agora quer se dedicar ao aprimoramento de suas habilidades artísticas. E oportunidades parecem não faltar. Entre uma apertada agenda de shows e provas de escola, a cantora deu uma escapadinha para uma conversa rápida (e um tanto quanto surreal!) com o Guia da Semana, na qual ela comenta sobre vontade de voar, Mogli, o menino lobo e seus sapatos 37.

Guia da Semana: O que rola no seu iPod atualmente?
Mallu Magalhães: Na verdade, eu não tenho iPod, mas quando eu ouço música eu gosto muito do Zeca Baleiro, que eu considero um dos melhores artistas brasileiros da atualidade. Ouço muito, mas muito Beatles também. Gosto do Chico Buarque, Caetano Veloso, Os Mutantes... Dos internacionais eu costumo ouvir o Noah and the Whale, que é uma banda bem legal.

Guia da Semana: Você está compondo atualmente?
Mallu Magalhães: Ah! Eu componho sempre, né?! Não precisa ter um dia certo, nem hora... Não precisa ser nada de especial.

Guia da Semana: Como é o seu processo de composição?
Mallu: Na verdade, as coisas que me influenciam e que me levam a escrever músicas são sempre as coisas que movem o meu coração como ser humano: o amor, a luta pela personalidade e pela autonomia de pensamento. E tem sempre essa coisa do amor e de defender a felicidade e a alegria.

Guia da Semana: A revista Rolling Stones elegeu Janta como a melhor música de 2008. Qual foi a sua participação nela? Ajudou a compor?
Mallu: Não, não, eu só canto. Ele que escreveu.

Foto: Divulgação/ João Wainer

Guia da Semana: Por se tratar de um tema romântico, você acredita que teve alguma influência na composição da canção?
Mallu: Eu calço 37 e uso roupas diferentes.

Guia da Semana: Você acha que compor em inglês é mais fácil? Ou a música já surge neste idioma?
Mallu: É difícil de falar, porque é bem isso mesmo, parece que a música já vem com um idioma. Ela sai tão do fundo da gente que nem passa por uma opção de escolher entre o inglês e o português. Mas a minha meta é ter mais ou menos a mesma quantidade de composições em inglês e em português.

Guia da Semana: Você ainda compõe com o dicionário do lado?
Mallu: Como eu não sou fluente, nem muito boa de inglês, eu não me prendo muito e vou levando. Aí eu pego o dicionário de gírias americanas e vou dando uma estudada. Mas vou começar a tomar umas aulas também.

Guia da Semana: Você acha que ao compor em inglês, acaba escrevendo sem se expor tanto, já que muita gente no Brasil não domina o idioma?
Mallu: Pois é, esse é um fator que acontece. É gostoso você poder falar tudo o que quiser sem ter a resposta da reação na hora. Já em português isso acontece um pouco mais. Você fala uma palavra, ou algum elemento mais obscuro e já é notado. É difícil dizer. O português te dá uma liberdade de mexer com as palavras de um jeito diferente. Ao mesmo tempo o inglês dá uma escondidinha no contexto.

Guia da Semana: E como é sua vida fora dos palcos? Você ainda brinca? Consegue arranjar tempo para fazer as suas coisas?
Mallu: Eu vivo brincando, né?! De várias coisas, eu gosto de massinha, de Lego, de costurar. Gosto de tudo. Gosto também de tirar boas notas, apesar de nem sempre conseguir. Vivo muito amplamente. Esse negócio de não ter tempo é ruim, mas ao mesmo tempo é bom, porque quando eu vou pintar eu faço as coisas um pouco mais rápido e sem medo, meio jogado. E isso é bom também.

Guia da Semana: Na música J1, você fala que se acha "estranha e esquisita"? Por quê?
Mallu: Minhas canções sempre traduzem meu coração... Acho normal as pessoas se sentirem estranhas em qualquer idade. O bom mesmo é ver que estranho ou não, existir já é ótimo.

Foto: Divulgação/ João Wainer

Guia da Semana: Seu estilo de moda é bem alternativo, em quem você se inspira para compor seus looks?
Mallu: Busco justamente a autenticidade em minha própria intuição, mas também gosto da Amelie Poulain e da Maria Antonieta.

Guia da Semana: Você é vaidosa? Usa batom, gloss?
Mallu: Não, uso apenas tinta de maquiagem circense para desenhar no rosto durante os shows.

Guia da Semana: Como você concilia a escola e a carreira?
Mallu: Estudo em uma escola que me entende (apesar das limitações naturais da instituição escolar), mas é muito, muito difícil.

Guia da Semana: Quando terminar o colégio, pensa em fazer faculdade?
Mallu: Penso em voar.

Guia da Semana: Acha que o fato de já trabalhar e viajar o Brasil fazendo shows fez você amadurecer mais cedo?
Mallu: Não sei. Não sei como seria se eu não viajasse por aí... Mas acredito que essa carga de informações me traz experiência de vida.

Guia da Semana: Qual a parte mais legal e a mais chata de ser famosa?
Mallu: Famosa?!

Guia da Semana: Quais são seus projetos para 2009?
Mallu: Quero trabalhar o primeiro disco e pensar no segundo pra 2010 e ao mesmo tempo viajar bastante, compor e pintar. Quero aperfeiçoar os shows com cenários, fantasias, músicas novas...  Também estou desenvolvendo minha vontade de costurar.

Bate-Bola
Data de nascimento: 29/08/1992
Cor favorita: Verde escuro
Artista favorito: Só um?
Uma música: Junk, do Paul Mc Cartney
Um sonho: Voar
Um livro: Antologia poética, do Vinícius de Moraes
Um ídolo: Mogli, o menino lobo
Música para mim é... Existir
Uma frase: Uma frase sempre é demais

Atualizado em 6 Set 2011.

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