Guia da Semana

Transporte seguro

A acomodação de crianças no carro varia de acordo com o peso de cada uma

Foto: www.morguefile.com
Hoje em dia, com o excesso de carros nas ruas, acidentes de trânsito são muito comuns. Por esse motivo, é fundamental que os pais saibam qual é a forma correta de acomodar seus filhos dentro do veículo para transportá-los com segurança.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, carregar crianças no banco traseiro do automóvel, com o cinto de segurança, não é efetivamente a melhor forma de prevenir os riscos de acidente. Muitas vezes, o cinto sozinho não dá fixação à criança, pois esta ainda é pequena demais.

O Código Nacional de Trânsito determina que "As crianças com idade inferior a 10 anos devem ser transportadas nos bancos traseiros em todas as vias do território nacional", com cinto ou sistema de retenção equivalente, (artigo 64) e complementa no artigo 65: "É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutores e passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações regulamentadas pelo CONTRAN".

Apesar de a lei não fazer especificações sobre os tipos de aparelhos a serem usados na proteção da criança, o ideal é que sejam utilizados equipamentos específicos, como o bebê-conforto, a cadeirinha e o booster (assento de elevação). Cada uma destas ferramentas deve ser usada em uma etapa da infância, de acordo com o peso dos pimpolhos.

O equipamento correto para cada criança

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A saída da maternidade é a primeira vez que pai e mãe carregam o recém-nascido no carro. Devido à fragilidade do pequeno e à falta de informação dos pais, muitos decidem transportar o filho no colo. Segundo Sonia Maria Coutinho Orquiza, especialista em medicina da família e comunidade, "crianças transportadas no colo podem, em caso de desaceleração ou colisão, ser esmagadas com o peso da pessoa que as leva, ou mesmo ser projetadas para fora do veículo".

É indicado que bebês de até oito quilos sejam acomodados em cadeiras especiais menores, chamadas bebê-conforto. Estes aparelhos garantem a imobilização do recém-nascido sem incômodo, por meio do cinto próprio da cadeirinha, com cinco pontos, protetor para a cabeça e base ajustável em três alturas. Para evitar quebra do pescoço do pequenino em caso de freadas bruscas, este equipamento deve ser colocado no banco traseiro, de costas para a frente do carro.

Quando o pimpolho ultrapassa os oito quilos, é preciso trocar o bebê-conforto por uma cadeira conversível, que também é encaixada no banco de trás do automóvel. A cadeirinha, que é usada até os pequenos pesarem 18 quilos, deve ser direcionada para a frente do veículo; pois, a essa altura, a criança já tem força suficiente para sustentar o pescoço e a cabeça em caso de choque.

Dos 18 aos 36 quilos, as ferramentas de transporte citadas até agora não servem mais para proteger os infantes. Nesse momento, os pais devem acomodar seus filhos em boosters, ou seja, bancos especiais que servem como uma almofada rígida e segura para dar aos pequenos a altura necessária para o uso do cinto de segurança convencional.

Pimpolhos maiores de 1,45 metros e 36 quilos podem usar o cinto do veículo, desde que não deslizem ao sentar e dobrar os joelhos na borda do assento traseiro. O cinto de dois pontos deve passar de um lado a outro do quadril do pequeno, não sobre seu estômago; e o cinto de três pontos deve cruzar o centro do ombro, não a garganta ou o pescoço.

Polêmica

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Ao mesmo tempo em que a importância de equipamentos retentores da criança no carro é indiscutível, muitas pessoas têm medo de deixar os pimpolhos presos no banco de trás do veículo. Tal discussão veio à tona no início do mês de fevereiro, quando o país se chocou com a morte do pequeno João Hélio Fernandes, no Rio de Janeiro.

O garoto, de apenas 6 anos, ficou preso pelo cinto de segurança no momento em que o carro da família estava sendo roubado e acabou arrastado por seis quilômetros das ruas cariocas.

Sobre a segurança dos pimpolhos no carro, o uso de dispositivos retentores como boosters reduz em até 71% o risco de morte infantil em acidentes, segundo dados da organização não-governamental Criança Segura. Pai e mãe não devem deixar de proteger seus filhos no trânsito por conta da violência que nos cerca todos os dias. Precauções para ambos os riscos devem ser mantidas, sem eliminarem-se mutuamente.

Produtos:
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? Bebê-conforto: cinto de cinco pontos c/ protetor, tecido acolchoado e removível, alça c/ três posições, toldo, dispositivo para fixação no carrinho, indicador do nível de instalação e base ajustável em 3 alturas. Até 13 quilos.
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? Assento de Segurança Remi Top: base em plástico de alta resistência, quatro posições de recline, cinto de cinco pontos, três alturas para o cinto de segurança, protetor de ombros, absorção de impactos na área da cabeça - redutor interno e apoio de cabeça, tecido acolchoado e removível. Até 18 quilos. R$ 399,00.
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? Assento de Segurança Moderna: tecido acolchoado e removível, base em plástico injetado de alta resistência, encosto ajustável em seis posições, porta copos, capacidade dobrável para ser guardada no porta-malas quando não estiver em uso, dois apoios de braços emborrachados e retráteis e utiliza o cinto de segurança do carro. De 15 a 36 quilos. R$ 399,00.
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? Assento de Segurança New Way: tecido acolchoado e removível, base em plástico de alta resistência, apoio de Cabeça Estruturado "Side Impact", cinto de cinco pontos com protetor, encosto removível (formando um booster) e tira de ajuste do cinto. De nove a 36 quilos; fazendo alterações no equipamento. R$ 469,00.
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? Booster: tecido tecnológico, estrutura de plástico, porta-copos, braços de apoio e para fixação do cinto. De 18 a 36 quilos. R$ 119,00.




Infanti Brasil


Saiba mais sobre o assunto:
ONG Criança Segura
Criança e Trânsito


Profissionais consultados:
? Sonia Maria Coutinho Orquiza - www.orientacoesmedicas.com.br;
? ONG Criança Segura;
? Guia Infanti Transporte Seguro - www.infantibrasil.com.br.

Atualizado em 6 Set 2011.

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