Guia da Semana

Um lugar ao sol

Sem experiência e com dificuldade para entrar no mercado de trabalho tão competitivo, jovens cavam estratégias para conseguir o primeiro emprego

Foto:sxc.hu
 

Medicina, direto, jornalismo, arquitetura. São tantas as opções profissionais que aos 18 anos fica complicado decidir o que seguir. Além da pressão já comum, os jovens na faixa etária dos 16 aos 24 anos têm que enfrentar um longo e difícil caminho em busca do primeiro emprego.

Tarefa nem sempre bem sucedida devido à falta de experiência e o mundo de exigências que o mercado faz. Inglês fluente já não é mais o pré-requisito básico para colocá-lo na seleção final, é preciso também espanhol, viagens ao exterior (independente da finalidade), ter realizado algum trabalho voluntário, ter espírito de equipe e liderança, etc.

Aproveite esta busca e vivencie as situações de forma intensa. "Fazer o que se gosta, tem afinidade e dá prazer é o primeiro passo para o sucesso." Caso exista a dúvida em relação à futura profissão esses ´testes´ servirão de termômetro na decisão final, aponta a consultora.

Mas estes não são motivos para desanimar. A Mestre em Ciências Humanas e Sociais (UFRJ) Iêda Vechhioni Carvalho, também diretora da ICM Consultoria Empresarial, dá algumas dicas e esclarece dúvidas para ajudar a conquistar a tão sonhada independência. "Ampliar os conhecimentos e melhorar a qualidade de vida e de relacionamentos", são algumas das chaves para alcançar o sucesso profissional e pessoal, pontua Iêda.

A entrevista

Olhar várias vezes no celular, morder os lábios e cantos dos dedos, balançar as pernas e bater os dedos na mesa. Todas essas são formas de comunicar que você está nervoso. O nervosismo é natural, mas é preciso manter o controle. Essas expressões corporais podem influenciar no momento da entrevista.

"Não podemos esquecer que algumas dicas que chegam aos candidatos por meio de amigos, muitas vezes os fazem apresentar um discurso que não corresponde à análise efetuada pelo profissional", diz a consultora. Portanto, nada de seguir conselhos que pareçam furados. Outra atitude bacana é realizar uma pesquisa no site da empresa. Isso ajuda a orientar as respostas fornecidas, o que não quer dizer que é para decorar o conteúdo institucional".

Procure usar roupas mais formais, mesmo que a vaga a ser ocupada não exija. O recrutador não é seu amigo de infância, trate-o com respeito, evite usar gírias e tente manter uma postura natural e profissional. Alguns instrumentos mais específicos de seleção como testes psicológicos, instrumentos de avaliação de perfil servem como complemento às entrevistas individuais e dinâmicas de grupo. Saiba que algumas empresas já dão uma espiada em orkuts e blogs. Cabe a dica de adotar uma postura adequada independente da comunidade onde estejamos inseridos.

O currículo

Atualmente existem muitos sites que permitem o cadastramento do currículo e auxiliam no encaminhamento às vagas e como fazer um currículo caprichado. Mas se você realmente quer um emprego tem que ir a luta. Não desistir no primeiro não é fundamental, por mais difícil que seja.

Mãos a obra. Nada de elaborar um currículo com uma folha para cada ano de sua vida. "O currículo deve ser o mais sintético possível, de uma a duas folhas, no máximo", afirma Iêda. Porém, deve conter informações que destaquem as qualidades apresentadas (lembrando que não vale mentir). Não esqueça de colocar os títulos que serão norteadores na hora de montar o currículo: dados pessoais, objetivo, formação, conhecimentos, experiências adicionais e principais qualificações são os títulos que devem constar em um currículo.

"Muitas vezes, experiências importantes não são registradas nos currículos pelo fato dos candidatos considerarem que estas não estão relacionadas à área de trabalho pretendida. Como exemplo, realizar entrevistas com moradores de uma comunidade pode ser relevante em termos de experiência, caso o candidato pretenda trabalhar em uma área de Marketing ou Gestão de Pessoas", complementa a consultora.


Importante:

? "saber fazer" cursos extracurriculares, leituras ligadas ao que se pretende fazer e de maneira geral, tudo isso somado aos já conhecidos cursos e de idioma e cursos de informática pode ajudar a suprir a falta de experiência.

?"querer fazer" é a abertura de canal para novos aprendizados e sua transmissão, sem esquecer de agir de forma integrada levando em conta as necessidades de relacionamento entre o fornecedor e o cliente.

?"fazer mais com menos" e "fazer acontecer" estão relacionados com a forma de raciocínio autônomo e adaptação de recursos frente a uma situação desafiadora.

?responsabilidade social as empresas valorizam bastante trabalhos voluntários. Isso pode suprir a falta de experiência e do curso superior.

?work experiences é toda vivencia profissional adquirida fora do país. Atualmente as empresas vêm considerando como um ponto relevante.




Iêda Vecchioni Carvalho É Mestre em Ciências Humanas e Sociais pela UFRJ, pós-graduada em Gestão de Recursos Humanos pela FGV, Psicóloga pela UFRJ.Conjuntamente é diretora da IMC Consultoria Empresarial, empresa especializada em consultoria organizacional, desenvolvimento, implantação e aplicação de processos e projetos na Área de Recursos Humanos.

Atualizado em 1 Dez 2011.

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