Guia da Semana

Um pouquinho de preguiça até que faz bem

Passar algumas horas, uma vez por semana, jogado no sofá pode ser uma excelente forma de recarregar as energias. Experimente!



Ao ler a palavra preguiça imediatamente nos vêem a imagem de uma rede bem confortável, você dentro dela, balançando, balançando... Vá dizer que sentir preguiça não é tudo de bom?! Imagine um dia só de moleza: acordar bem tarde, tomar café da manhã devagarzinho, vagar pela casa, olhar o dia lá fora, voltar para cama, assistir TV, levantar de novo, almoçar, assistir ao filme preferido jogado no sofá da sala, acariciar o cachorro... E assim será o dia até anoitecer.

Pode ter certeza que ao acordar no dia seguinte você estará com muito mais energia, pois a preguiça lhe ajudou a descansar corpo e mente. Conversando com a psicoterapeuta e psicopedagoga Zuleica Pimenta De Felice, fiquei sabendo que a preguiça pode fazer muito bem, pois nesta época de hiperatividade, conquistar um espaço interno e passar um dia sem fazer absolutamente nada ajuda a eliminar o cansaço acumulado e dar mais disposição. E tem mais: a preguiça é uma reguladora natural das atividades orgânicas e psíquicas, evitando um excesso que poderia ser prejudicial à saúde.

Passar um dia inteirinho fazendo nada pode dar a sensação de inutilidade, mas que tal enxergar como um dia de férias intensas, uma relaxada excepcional, para cuidar de si mesmo e procurar um pouco de silêncio interior, esquecendo problemas e cobranças.

O importante é não deixar que a preguiça domine sua rotina diária. Ela pode se transformar em uma sensação constante, levando ao ócio, prejudicando a vida escolar e também a social. Por isso, cuidado para que a "preguicite aguda" não vire falta de ânimo, de prazer em fazer as coisas. A psicóloga me contou também que é preciso ficar atento às atitudes repetitivas, ao estável sentimento de desânimo, ultrapassando essas barreiras e superando qualquer indício de uma vida monótona.

Quando éramos bebê tínhamos a necessidade de dormir várias horas por dia para manter o equilíbrio durante a infância. Crescendo um pouquinho, o excesso de atividades na escola, lazer, as amizades, lição de casa etc, acabavam despistando os sintomas da preguiça. Mas agora, na adolescência, a "preguicite" voltou com tudo! É uma fase mais, digamos, sonolenta, de dormir até tarde, após ultrapassar os horários em frente ao computador ou nas baladinhas com os amigos. Zuleica disse que os hormônios dos adolescentes também influenciam, pois estão em transformação e necessitam de mais descanso.

Algumas explicações para a preguiça são fisiológicas, isto é, fazem parte do mecanismo das funções do corpo. Maurício de Souza Lima, que é Médico Hebiatra da Unidade de Adolescentes e Coordenador do Ambulatório dos Filhos de Mães Adolescentes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, explicou que as mudanças de estações climáticas podem afetar diretamente o ânimo de alguns indivíduos. No verão, o excesso de calor dilata os vasos sanguíneos, abaixa a pressão arterial e causa moleza. E no frio, o corpo necessita manter seu calor, perder o mínimo possível de energia para o ambiente e guardar calorias, gerando a preguiça.

Existem outros fatores metabólicos que também influenciam no "sentir preguiça", mas esse papo você deve ter com um médico. O legal é que sempre encontramos uma desculpinha para ter preguiça. E se esse período de lentidão, de moleza não se transformar em algo constante, diário, que atrapalha suas atividades, trará bons frutos, equilibrando a energia mental, emocional e corporal.

A preguiça é natural, vem da natureza, segue os passos do conhecido bicho-preguiça e, vez por outra, parece epidemia entre os seres humanos. Mas, bola pra frente. Livre-se dessa preguiça! Levante da cama, menina. Vamos mexer o esqueleto menino. Atividades físicas também acabam com a preguiça e mantém o bom-humor, liberando a endorfina, um antídoto natural contra a moleza.

Colaboraram com esta coluna:
? Maurício de Souza Lima, Médico Hebiatra da Unidade de Adolescentes e Coordenador do Ambulatório dos Filhos de Mães Adolescentes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Tel: (11) 3078-1479
? Zuleica Pimenta De Felice - psicoterapeuta formada pela USP, psicopedagoga clínica e institucional.
Tel: (11) 3673-5521.

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Quem é a colunista: Tatiana Carboni

O que faz: Jornalista, Diretora da C+L Comunicação em Negócios e apaixonada por gatos.

Pecado gastronômico: Massas, Mc Donald´s e Io-Iô Cream (nossa, que gorda!)

Melhor lugar do Brasil: Minha cama, seja onde ela estiver, com meus dois gatos - Elga Maria e Bred Pit Augusto. Confesso que gostaria que minha cama estivesse em algum lugar entre Recife, Fortaleza e Salvador.

Fale com ela: tatianacarboni@gmail.com

Atualizado em 6 Set 2011.

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