Guia da Semana

Respeitável público

Um programa para quem frequentou os circos quando era criança e quer rever a aura dos picadeiros: visitar o Centro da Memória do Circo

Respeitável público

Preço(s) Gratuito.

Horário(s) 2ª a 6ª, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 13h às 20h.

Galeria Olido
Avenida São João, 473, 01035-000

Telefone (11) 3397-0177

Se o mundo é redondo e o circo também, é lá dentro que as leis da física são desafiadas: trapezistas que voam, acrobatas que realizam saltos incríveis, mágicos que tiram coelhos da cartola. Apesar de sua magia, o circo já não é tão comum em metrópoles como São Paulo; mas a cidade abriga um dos primeiros museus do gênero: o Centro da Memória do Circo, que fica dentro da Galeria Olido, na região central.

"As artes circenses como malabarismo, equilibrismo, acrobacia, trapézio, entre outros, representam a superação dos limites humanos. No circo se faz o que aparentemente é impossível", conta Verônica Tamaoki, diretora do CMC. Mas há também os momentos divertidos, representados pela figura do palhaço, um ícone desse universo. "Ele embaralha os signos e seus significados, tropeça no tapete, cai do trapézio. E nos faz rir da nossa fragilidade humana".

O CMC, que foi inaugurado no dia 16 de novembro de 2009, pertence ao Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura e a ideia da sua criação surgiu a partir da doação do acervo de um circo que foi muito conhecido no Brasil - e excursionava por todo o país entre 1928 e 2003: o Circo Garcia. Verônica, que já tinha escrito um livro sobre um circo ainda mais antigo, o Nerino, resolveu juntar em um único lugar todo esse material e guardar, em forma de memória, a história das artes circenses.

Visitar o CMC é um programa assiiim...uma Brastemp: uma oportunidade de voltar no tempo e se sentir como uma criança diante dos feitos fantásticos dos artistas e da graça dos palhaços. O acervo é composto de fotos, objetos e roupas e, além da exposição, eventualmente há apresentações de palhaços e outros artistas. No dia 10 de dezembro, quando se comemora o dia do palhaço, o Centro terá um espetáculo feito pelos alunos da escola dos Doutores da Alegria e do Curso de Humor da SP Escola de Teatro.

Entender o circo é entender a forma como a sociedade se expressa e procura diversão. No Brasil, os artistas do picadeiro só chegaram no fim do século 19, com os imigrantes europeus. "Levando-se em conta que as companhias circenses sempre honraram o princípio de que o artista tem que ir onde o povo está, é fácil compreender por que São Paulo, na virada do século 20, tornou-se a capital do circo no Brasil", explica Verônica.

O ponto de encontro - e de partida - de todo o movimento circense brasileiro foi no Largo do Paissandu, porque lá foram armadas as primeiras lonas e era onde aconteciam os espetáculos. Um circo que ficou muito famoso era o Alcebíades, que no seu elenco contava com o palhaço Piolin, a estrela da trupe. Era lá também que os artistas se encontravam religiosamente todas as segundas-feiras, o dia de folga deles. "Até a década de 80, o Paissandu era ponto de referência de circenses de todo o país, chegando a reunir entre 700 a 800 pessoas", conta. Certamente, um lugar que resgata tanto a história do circo no Brasil como as várias histórias individuais de artistas, admiradores e frequentadores dos picadeiros de várias épocas.  

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