Guia da Semana

5 motivos para assistir a viciante série "Making a Murderer"

Série é a nova febre da Netflix e conta a saga real de um preso americano para provar sua inocência

Em pouquíssimo tempo, a nova série original da Netflix "Making a Murderer" tornou-se uma das mais comentadas e a nova febre do momento. Para quem ainda não conhece, a série documental conta a história de Steven Avery que, após ter passado 18 anos preso por um crime que não cometeu, consegue a liberdade devido a um exame de DNA que prova sua inocência. O caso vira notícia e, quando está prestes a ganhar uma gigantesca indenização pelo Estado, Avery se torna o principal suspeito do assassinato da fotógrafa e jornalista Teresa Halbach.

Em dez episódios, acompanha a investigação, o julgamento e todas as contradições que giram em torno do caso e para que você saiba mais a respeito, o Guia da Semana lista 5 motivos pelos quais você deveria assisí-la. Confira:

A HISTÓRIA DE STEVEN AVERY

Steven Avery havia acabado de ser pai quando foi preso como suspeito de estuprar uma mulher no interior do Estado de Wisconsin, onde morava. Steven tinha mais de um álibi e não tinha ligações com o crime, mas, com passagens pela polícia nas mais variadas causas - inclusive a de ter queimado um gato e jogado um carro para cima de uma prima casada com um policial - e com base no retrato falado feito pela vítima, acabou sendo preso. 

Dezoito anos depois, um teste de DNA conseguiu provar que ele era inocente e que, inclusive, o verdadeiro culpado já havia sido encontrado e estava preso. Solto, pediu uma indenização de US$ 36 milhões pelo tempo que ficou preso injustamente, mas, pouco tempo depois, Teresa Halbach, uma fotógrafa, desapareceu depois de tirar algumas fotos da casa de Steven e seus ossos foram encontrados queimados em seu terreno. Assim, acusado de novo, Steven aceitou um acordo de indenização de US$ 400 mil, valor bem abaixo do que havia pedido inicialmente.

BASEADA EM FATOS REAIS E EXTREMAMENTE JORNALÍSTICA

À lá Capote, a história de Steven chamou a atenção das diretoras Laura Ricciardi e Moira Demos que, depois de acompanharem as notícias, partiram para Wisconsin e durante dez anos trabalharam em cima sua história: entrevistando tanto ele como pessoas próximas e investigadores, decifrando os acontecimentos, apurando fatos e juntando documentos e gravações. 

Assim, o trabalho da dupla deixou de ser apenas curioso e ganhou outra proporção, pois, além de contar uma história interessante e misteriosa, que aguça nosso lado investigativo e meio voyeur, também passou a ser uma crítica e um retrato polêmico do funcionamento do sistema penal da região.

UMA SÉRIE VICIANTE

Toda série que gostamos torna-se viciante. Entretanto, diferente de muitas - e também por ser baseada em fatos reais - "Making a Murderer" é uma daquelas que penetra em nossa mente, fazendo com que, longe das telas, tenhamos a iniciativa de buscar informações em sites, verificar matérias antigas, ler fóruns de debates e comentários de publicações sobre o assunto, o que também nos leva a criar nossas próprias teorias a respeito.

FUNCIONAMENTO DA JUSTIÇA E DRAMA HUMANO

A série, apesar de abordar fatos reais, foca menos em solucionar os casos mal resolvidos e ainda misteriosos e mais nos problemas do funcionamento da justiça e no drama humano. Não, não sabemos se Steven cometeu ou não o crime ou o que aconteceu com a fotógrafa Teresa Halback. E é aí que está o centro da produção.

No início, a frase de um dos advogados de Steven fica dentro de nós e ecoa em nossa mente de uma forma brutal "você pode ter certeza de que nunca vai cometer um crime, mas não pode ter certeza de que nunca vai ser acusado de um. Caso você seja, é isso que pode te acontecer. E é aterrorizante." Assim, nos faz pensar sobre o funcionamento da sociedade e, sem dúvidas, no poder exercido por pessoas que ocupam cargos delicados e, ao mesmo tempo, podem se tornar perigosos. 

 

Atualizado em 25 Fev 2016.

Por Nathália Tourais
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