Guia da Semana

50 vezes Didi

O personagem de Renato Aragão completa meio século e a emissora Globo faz um especial para reviver as histórias do eterno trapalhão

Foto: Tv Globo/ Marcio Nunes

Renato Aragão em evento comemorativo, no Copacabana Palace

Há 50 anos, esse cearense de Sobral usa seu alter ego para abusar do humor irreverente, muitas vezes politicamente incorreto, que ficou eternizado para três gerações na TV e no cinema brasileiro. Longe das câmeras, a máscara do palhaço de 75 anos cai, dando lugar a um bacharel de direito tímido e reservado, embaixador do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no país. Nas comemorações de meio século à frente das telinhas, Didi Mocó assopra as velinhas e quem comemora é o público, com o programa especial Nosso Querido Trapalhão, na Rede Globo.

Quarteto Mágico

Oficial do Exército e formado em Direito, sua entrada na televisão aconteceu aos 24 anos de idade, com a participação no programa Vídeo Alegre, na TV Ceará. Mudou-se em 1964 para o Rio de Janeiro, para estudar direção de programas, e logo foi contratado pela antiga TV Tupi, em São Paulo, para trabalhar no humorístico A E I O URCA. Mas foi em 66, na TV Excelsior, que teve a oportunidade de criar o quadro humorístico próprio, Os Adoráveis Trapalhões, contracenando com Wanderley Cardoso, Ivon Cury e Ted Boy Marino.

Apesar de ter participado de muitos outros programas, nunca deixou de pensar nesse quadro, conseguindo consagrá-lo em 1974, com o nome Os Trapalhões (TV Tupi). Com a proposta de trabalhar o segmento de comédia, pegou o papel do nordestino, chamou Dedé Santana para figurar o galã de periferia, Zacarias para dar vida ao mineirinho e Mussum para representar o malandro do morro.

Foto: Tv Globo/ Renato Rocha Miranda

Renato Aragão e Patrícia Poeta

Em pouco tempo, o quarteto ganhou a empatia do público atuando não só na televisão, mas também em diversos filmes, muitos consagrados também pela crítica, como Os Vagabundos Trapalhões, O Cangaceiro Trapalhão e Os Saltimbancos Trapalhões. Após sofrer com a perda dos amigos Zacarias (1990) e Mussum (1994), a parceria entre Renato e Dedé foi desfeita, o que motivou o fim do programa. Mesmo assim, o grupo entrou para o Guinness Book of Records (o livro dos recordes) em 1997 como o humorístico brasileiro que permaneceu mais tempo em exibição na TV.

Longe do grupo

Foi em 1986, em um especial que homenageava os 20 anos de Os Trapalhões, que surgiu a campanha Criança Esperança. Didi apresentou as 25 edições do evento, que aposta na participação de vários artistas e tem por objetivo arrecadar fundos para ajudar crianças carentes. Através de doações feitas por telefone e, mais recentemente, pela Internet, a iniciativa já arrecadou mais de R$ 190 milhões para projetos sociais infantis. Em 1991, Renato tornou-se representante especial da Unicef.

O ator, diretor e produtor retomou o humor em 1998, com o programa A Turma do Didi. A reconciliação com Dedé Santana aconteceu seis anos depois, no Criança Esperança. Em 2008, a dupla voltaria a trabalhar junto, comopermanecem até os dias de hoje.

Foto: Tv Globo/ Marcio Nunes

Renato Aragão, Jacaré, Dedé, Daniel Del Sarto, Marcelo Augusto, Pincel e Tatá

Duas cenas explicitam a religiosidade de Renato Aragão. Na primeira delas, ele escalou o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, para beijar a mão da estátua, no programa comemorativo de 25 anos d' Os Trapalhões, em 1991. O segundo aconteceu após oito anos, com uma caminhada de São Paulo a Aparecida, para pagar uma promessa feita à santa padroeira, dias antes de exibição do Criança Esperança daquele ano.

Meio século de Didi

No próximo dia 26, após o Fantástico, a Rede Globo presta uma homenagem ao personagem Didi Mocó, que completa 50 anos. Para a ocasião, preparou o especial Nosso Querido Trapalhão, onde a jornalista Patrícia Poeta bate um papo com o artista. Ele relembra os ídolos de infância, o início da carreira, o sucesso e as perdas de amigos próximos. Trechos das gravações ocorreram na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, a 168 quilômetros de São Paulo, reunindo os familiares e amigos do humorista.

Com direção de Jayme Monjardim e de Tereza Lampreia, o especial pretende revelar detalhes até então desconhecidos do público, como a carreira acadêmica, o acidente de avião que sobreviveu aos 20 anos e alguns segredos de família. A emoção fica por conta das surpresas reservadas ao próprio Renato, que só saberá seu conteúdo no dia da exibição. O programa celebra a data emblemática do humorista da mesma forma com que seus personagens eternizaram o imaginário das últimas três gerações.

Confira a entrevista que o Guia da Semana fez com Renato Aragão

Programe-se
Especial Nosso Querido Trapalhão
Data:
26 de dezembro, após o Fantástico
Emissora: Rede Globo

Atualizado em 1 Dez 2011.

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