Guia da Semana

A versatilidade de Glória Pires

Com mais de 40 anos de carreira, a atriz mostra cada vez mais que tem talento e segue surpreendendo

Foto: TV Globo/Renato Rocha

Glória Pires como Norma, em Insentato Coração, depois e antes da repaginação

Com as madeixas chanel, salto alto, uma pequena fortuna e um guarda-roupa renovado, Glória Pires passa por uma guinada na novela Insensato Coração, na pele de Norma. A personagem, que antes era muito ingênua, foi presa, acusada de um crime que não cometeu, teve sua liberdade concedida e vai passar por uma profunda reviravolta em nome de sua vingança de Léo, vivido pelo ator Gabriel Braga Nunes.

As mudanças começaram no dia 13 de maio, quando Glória praticamente incorporou outra personagem: repaginada, elegante, determinada e vingativa. Isso seria uma experiência dificílima para muitos atores e atrizes, porém, para Glória Pires isso foi fichinha, já que ela é uma veterana no quesito versátil. Afinal, quem não se lembra da versatilidade que a atriz mostrou em Mulheres de Areia, interpretando as gêmeas Ruth e Raquel?

E quando foi a inesquecível Maria de Fátima, em Vale Tudo, uma alpinista social, mestre em fazer armações, que conseguiu dar uma virada em sua vida após o casamento com Afonso Roitman (Cássio Gabus Mendes). Não importa se vilã, mocinha ou mártir, Glórias Pires possui um talento incontestável - e multifacetado - quando aparece como a estrela da vez. Afinal, são 42 anos de carreira e quase 40 personagens entre televisão e cinema.

Foto: TV Globo

Na pele de Nice, a protagonista da refilmagem de Anjo Mau

Biografia autorizada

Para comemorar as quatro décadas de dedicação à arte de representar, a atriz foi homenageada com o livro 40 anos de GLÓRIA, no início de 2010. A biografia autorizada da atriz, escrita por Eduardo Nassif e Fábio Fabrício Fabretti, relata toda sua trajetória profissional desde 1969, quando fez seu primeiro trabalho na televisão, A pequena órfã, aos 6 anos, na extinta TV Excelsior. A obra elucida também os personagens mais marcantes da carreira da atriz e a influência que recebeu de seu pai, o ator Antônio Carlos Pires.

As páginas do livro misturam trechos de discurso em terceira pessoa e outros em primeira, mostrando que a atriz realmente participou da produção por meio de entrevistas. Glória falou de sua vida pessoal, do seu casamento com o cantor Orlando Morais - que completa 23 anos em 2010 - e de seus quatro filhos: Cléo, Antonia, Ana e Bento. O livro traz também duas questões que foram polêmicas na vida da atriz: uma foi seu casamento com o cantor Fábio Jr., pai de Cléo, e a outra foi o boato de que seu marido, Orlando, teria tido um caso com sua filha mais velha, em 1998.

O livro foi um presente para os fãs. Pelo menos essa é a opinião de um fã fervoroso da atriz, Josué Palácios, que é técnico em Etanol, estuda serviço social e divide seu tempo profissional com a atualização constante do blog que criou em homenagem a Glória Pires, memorialgloriapires.blogspot.com.

"Confesso que o livro me deixou surpreso com tantas informações que eu desconhecia. Porém, destaco o lado familiar da atriz. Ela faz questão de preservar os valores passados para ela desde a infância. O barato do livro é também os bastidores de seus trabalhos e os depoimentos de tanta gente bacana que falaram desta grande atriz", pontua Josué.

Foto: Site Memória Globo.com

Glória Pires mostrou sua atuação versátil em Mulheres de Areia quando interpretou as gêmeas Ruth e Raquel
 
Personagens principais

Após sua estreia em A Pequena Órfã, Glória participou de Selva de Pedra (1972), mas estourou mesmo em todo Brasil na pele de Marisa, em Dancing Days, no ano de 1978. Do mundo das discotecas, a atriz passou para o inverso caipira de Cabocla (1979), quando viveu sua primeira protagonista. A partir de então Glória passou a interpretar inúmeras personagens principais, como em Anjo Mau (1997), Suave Veneno (1999), Desejos de Mulher (2002) e Belíssima (2005). 

Josué revela que, fora as gêmeas de Mulheres de Areia - pelas quais ele se tornou fã de verdade da atriz -, sua personagem predileta é a Nice de Anjo Mau. "Gloria brilhou do começo ao fim e sua personagem foi salva pelos telespectadores que torceram pela Nice. Foi um 'novelão'", diz.

Glória foi destaque em minisséries, na TV Globo, como O Tempo e o Vento (1985) e Memorial de Maria Moura (1994). Sua atuação no cinema também foi extensa. No total, são 13 filmes em sua carreira, dentre eles O quatrilho (1995) - que concorreu ao Oscar como Melhor Filme Estrangeiro -, Se eu fosse (2006), É proibido fumar (2009) e Lula, o filho do Brasil (2010).

O talento de Glórias Pires é indiscutível e infindável, assim como o seu carisma. Se Josué tivesse que definir a atriz em apenas uma palavra, esta seria força. "Além de ser uma mulher forte na vida, quando ela entra em cena - mesmo se não tiver diálogo algum - passa força pelo olhar. É a Glória", arremata o fã.

Atualizado em 12 Fev 2014.

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