Guia da Semana

Delivery da salvação

Ter cerveja gelada a qualquer hora não é mais sacrifício. Conheça os deliverys de bebida que fazem sucesso nas capitais

Quem nunca teve vontade de fazer um evento em casa e desistiu depois daquela preguiça de ter de pensar em tudo? Graças a grupos de jovens empreendedores, não é mais preciso sair no meio da madrugada para buscar aquela cerveja mais ou menos gelada, com um preço salgado, em uma loja de conveniência de um posto de gasolina.

Hoje, com apenas um telefonema, um SMS, uma mensagem no Facebook e até mesmo um tweet, é possível fazer seu pedido e apenas...aguardar! 

Por conta disso, os serviços de delivery diferenciados vêm se multiplicando em várias cidades do Brasil e oferecem praticidade para quem não abre mão de um auê no lar. 

Gente que faz

A Lei Seca (Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008), que alterou o Código Brasileiro de Trânsito, fez com que muitas pessoas preferissem beber em casa para evitar o bafômetro nas ruas.

Diante disso, uma novidade chegou ao conhecimento dos beberrões de plantão e também de jovens, que, em alguns casos, sentiram na pele a necessidade de saírem de suas casas para comprarem bebida, quando o estoque chegava ao fim.

Em São Paulo, a moda chegou para ficar. Com apenas dois sócios, Rafael Fontes e Thiago Rontenberg, o site Boteco Delivery surgiu por conta da organização de uma festa, que acabou sobrando muita bebida. "Para não termos prejuízo começamos a vender o que sobrou e a galera pedia para pegar. Trabalhávamos em áreas diferentes e tivemos receio de investir, por isso demorou um pouco para por em prática", comenta Rafael.

Segundo ele, grande parte da interação com o público se deve às redes sociais. A dupla realiza promoções no site e diante de tantas novos empreendimentos que surgem na capital, a concorrência parece não preocupar a dupla. "Esse serviço está virando moda e de tempos em tempos descobrimos um novo concorrente. Não nos preocupamos com isso, e sim com a melhoria dos nossos serviços", comenta.

Uma das referências no segmento, o Gelada Express, também de São Paulo, nasceu há mais de dois anos e surgiu da necessidade dos proprietários Bruno Paixão, 26, e Lucas Vicente, 28, durante alguns encontros e jogos de poquer. Cansados de sair para buscar cerveja no meio do jogo, viram no esquema de delivery uma oportunidade de negócio. Hoje, eles entregam quase tudo (sempre gelado) que é necessário para promover uma festa e está sujeito a acabar no meio dela.

Preço
E engana-se quem pensa que os preços diferem por conta da comodidade de receber os produtos em casa. "Nosso objetivo é ser sempre mais barato do que lojas de conveniência. Assim, o cliente não tem que se preocupar em sair para comprar. Fazemos pesquisas regularmente para acompanhar o mercado", comenta Lucas Vicente do Gelada Express. Entre os clientes, há um especial que não possui portaria no prédio e joga a chave ao entregador com um paraquedas de saco plástico a cada encomenda que recebe. 

Na Cidade Maravilhosa

Composta por quatro sócios, a carioca As Preliminares, dos proprietários, Thiago Miro, Leonardo Serôdio, Gabriel Collares e Gustavo Leal, com média de 25 e 26 anos, está a mais de um ano. A ideia inicial era abrir um bar, porém, os amigos conheceram um estabelecimento no exterior que prestava esse serviço e resolveram levar o esquema para o Rio. "Entre os pedidos mais inusitados, pediram 15 sacos de gelo, para esfriar uma piscina e outro com saquê, chantily e bala de goma", relembra Thiago.

Hoje, eles oferecem diversos tipos de bebidas que vão de cervejas populares a energético, vinhos, espumantes e vodka de diferentes marcas. Além disso, ingredientes para quem pretende preparar um drink elaborado e, inclusive, para quem está passando apuros no meio de um churrasco e precisa de itens como, carvão, sal grosso, pratos e copos plásticos e até mesmo comprimidos antiressaca.

E a concorrência na capital carioca também é grande. Na ativa há cerca de um ano, a Cabou Chamou tem dois sócios com média de 22 e 24 anos. A princípio, o público-alvo eram jovens, no esquema de pré-balada, para fazerem o famoso "esquenta", mas isso mudou. "Vimos que o público entre 25 e 35 anos tem dinheiro e está disposto a se divertir em casa", revela o sócio Erik Dana. Ele afirma que no começo a dinâmica era bem caseira e quando perceberam, o empreendimento ganhou uma proporção gigante e foi preciso se preparar. "Fomos montar um site, melhorar a infraestrutura, pois tínhamos um freezer apenas, e cuidamos da parte mais burocrática", afirma.

Brasil

Fora do eixo Rio-São Paulo o esquema de delivery de bebidas tem ganhado cada dia mais visibilidade. A Alô Esquenta, em Curitiba, é um exemplo disso. O proprietário Henrique Massaro, 27, divide a sociedade com a esposa e o cunhado, e teve conhecimento do negócio por meio de outras capitais.

Diante das entregas, as situações inusitadas eram comuns. "Já fui atendido por gente pelada, homens só de cueca. E era comum entregar para os amigos e eles não deixarem voltar. A mulher ficou um pouco brava, mas tudo bem", revela. O público-alvo envolve desde jovens, até pessoas acima de 60 anos, com dificuldades para sair de casa. "Nosso investimento inicial foi de 30 caixas de cerveja e, em média, 15 mil reais. Hoje, vendemos a mesma quantidade de cervejas em um dia", comemora.

Fora do comum

Na contramão das bebidas de marcas populares e precursora, por ser uma mulher no meio de um universo, até então, masculino, Marcela Miranda, 33, é proprietária do Bierboxx e trabalha apenas com rótulos artesanais e importados.

A ideia não poderia surgir de outro local senão, da mesa de um bar. Fã de rótulos gringos, a empresária trabalhava com marketing e sempre quis ter algo próprio. "Tinha uns amigos, que hoje são meus sócios, e pensávamos em um site de entrega que atendesse São Paulo e Rio de Janeiro. Estudei por seis meses o mercado de cerveja importada e não havia uma site no segmento", ressalta.

Hoje, sua principal concorrência é ela mesma. Marcela e seus sócios abriram um bar na Vila Madalena, região boemia da capital paulista. Motivados pelos próprios clientes, que faziam seus pedidos pelo site e passaram a ir comprar diretamente no espaço onde era estocada a bebida, a proprietária viu que além da cerveja, seu cliente sempre buscava um algo mais, como um petisco, por exemplo.

O investimento inicial no site foi de 500 mil reais e com o sucesso, investiu mais 800 mil na abertura do bar. O intuito de seu trabalho é divulgar a cultura cervejeira e incentivar ainda mais pessoas a experimentarem diferentes sabores. "Atendemos um público que já aprecia esse tipo de cerveja, sabe quanto custa, mas temos também um público mais curioso, que está disposto a experimentar e ver qual é", afirma.

Atualizado em 10 Mai 2012.

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