Guia da Semana

Destino certo

Em viagens ao exterior, é necessário estratégia na utilização de dinheiro e cartões para pagamento de despesas



Num mundo sem fronteiras, pessoas movimentam-se todos os dias pelos quatro cantos do planeta. No entanto, quando o assunto é movimentação de valores, as coisas tornam-se mais complicadas. Câmbio, cartões de crédito, travelers checks e formas de pagar as despesas dão muita dor de cabeça aos que buscam um roteiro internacional e que precisam operar com números no exterior.

Segundo dados da Abav - Associação Brasileira de Agências de Viagem -  em 2008, cinco milhões de brasileiros embarcaram para fora do país. Desse montante, 55% viajaram a negócios. Para 2010, empresas do setor esperam o aumento de 20% no número passageiros. De acordo com Leonel Rossi, diretor de assuntos internacionais da entidade, esse crescente número tem exigido uma maior atenção de agências e bancos. " São necessários critérios e programação sempre que se parte para uma viagem ao exterior".

Câmbio flutuante

A primeira e maior preocupação é com o câmbio. Dólar e/ou euro no bolso são tão importantes quanto documentos como passaporte. Antes da crise mundial, o dólar chegou a valer R$ 1,65. No seu auge, saltou para R$ 2,20. Mesmo agora com a moeda estrangeira novamente estabilizada, é melhor se precaver e trocar uma parcela do valor em reais a ser utilizado antes de viajar. "Essa é a melhor forma de não ter prejuízos com a variação diária do câmbio", comenta Francisco Leme, presidente do Fórum das agências de viagens corporativas. As formas de levar o montante são diversas: carregar o dinheiro em espécie, por meio de travelers checks ou em cartões de débito carregáveis. "Com esses cartões, a vantagem é a segurança e a facilidade de controle dos gastos", destaca Rossi, da Abav.

A cotação comercial é uma referência, mas é preciso conferir o valor final do câmbio turismo, utilizado para esse tipo de negociação. Operadoras de cartão, bancos, casas de câmbio e distribuidoras de valores aplicam margens diferenciadas na cotação turismo, além da cobrança de taxas, como o IOF (Imposto sobre operações financeiras). Quando uma viagem envolve grandes somas, é possível negociar esse valor e conseguir descontos, podendo reduzir custos em até 3% no valor total da compra de moeda estrangeira, esta feita sempre à vista. 

Dinheiro plástico

O cartão de crédito é um grande aliado em qualquer viagem internacional, mas exige sabedoria no uso. "É uma opção bastante prática, no entanto, o fechamento do câmbio é feito no encerramento da fatura, logo suscetível à variação das moedas", reforça Daniel Gozalo, gerente de operações da Raidho Meetings e Exhibitions. 

Além disso, as movimentações feitas com o produto podem sofrer restrições das operadoras. Na sua última estada nos Estados Unidos, Eduardo Ribeiro dos Santos, diretor da produtora de filmes Matel.doc, necessitou fazer altos gastos com seus cartões. Destinou dois de seus três plásticos para o custeio da produção do clipe da cantora Fergie para uma grande loja de departamentos. No entanto, uma compra no cartão pessoal quase paralisou os trabalhos. "A operadora o bloqueou devido ao alto valor gasto, e os outros dois já estavam comprometidos", relembra o empresário. Foi necessário entrar em contato com a bandeira no Brasil e passar por todo um trâmite burocrático, pagar antecipadamente a fatura e negociar para conseguir a liberação de crédito.

Após o incidente, Eduardo Ribeiro aprendeu que é válido comunicar a operadora de cartões sobre a viagem antes de embarcar. Comumente, o crédito é ampliado e evita bloqueios por conta de operações incomuns à movimentação habitual. Ao entrar em contato com a empresa, o viajante deve saber também dos serviços disponíveis. Um deles é o serviço de emergência. Em caso de roubo ou perda do cartão, a operadora ou agência de viagem podem entregar um novo plástico ou levar dinheiro em espécie até o cliente.



Vistos e vacinas
 
Após as questões de dinheiro resolvidas, o passageiro precisa se preocupar com outros detalhes para realizar uma boa viagem. O ideal é sempre estar com o passaporte em dia e com validade superior a seis meses e passagens de ida e de volta compradas. Caso for uma viagem a negócios, deve-se comprovar o trabalho a ser realizado por meio de carta oficial ou outro documento.

Para entrar nos Estados Unidos e suas possessões, o visto deve ser solicitado na embaixada ou consulado. Já os países da União Europeia não exigem visto. No entanto, o ingresso na Europa depende também da validade do passaporte brasileiro e passagens compradas. Em alguns dos países da UE, como Espanha, Itália e Alemanha, é necessário também adquirir uma apólice para cobertura de despesas médicas em até 30 mil euros.

Na Ásia e Oriente Médio, o dólar é mais bem aceito que o euro e países como Austrália, China e Japão também exigem vistos. Já destinos como Indonésia não requerem o instrumento, mas são rigorosos com o calendário de vacinas, como contra a febre amarela. Esta vacina deve ser tomada até 11 antes da data do embarque e pode ser encontrada em postos de saúde ou até mesmo nos aeroportos.

Em todos os aeroportos, o novo modelo de passaporte brasileiro, de cor azul e com mais elementos de segurança, é melhor aceito pelos agentes alfandegários dos países-destino das rotas internacionais. Com tudo conferido, é aproveitar a estada e trazer na bagagem, além dos presentes, boas histórias para contar.

Atualizado em 6 Set 2011.

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