Guia da Semana

Mariana

Berço da religiosidade mineira, cidade histórica foi a primeira capital de Minas Gerais


Foto: Divulgação

A história de Mariana tem início em 16 de julho de 1696, quando bandeirantes paulistas liderados por Salvador Fernandes Furtado de Mendonça encontraram ouro em um rio batizado de Ribeirão Nossa Senhora do Carmo. Pela riqueza ali encontrada, a região transformou-se em uma das maiores fornecedoras do minério para Portugal, tornando-se a primeira vila criada na Capitania de São Paulo e Minas de Ouro.

Em 1745, o Papa Bento XIV nomeou a cidade como sede do primeiro Bispado de Minas Gerais, desmembrado da diocese do Rio de Janeiro. Para isso, enviou-se o bispo D. Frei Manoel da Cruz até o local e sua viagem, realizada em um ano e dois meses, foi considerada um grande feito no Brasil Colônia. Elevada a Arcebispado em 1906, Mariana é apontada como o berço da religiosidade mineira.

Na cidade, também nasceram grandes representantes da cultura brasileira, como o poeta e inconfidente Cláudio Manuel da Costa, o pintor sacro Manuel da Costa Ataíde e Frei Santa Rita Durão, autor do poema Caramuru.

Dentre os monumentos históricos, estão a Igreja de Nossa Senhora das Mercês, Igreja de São Francisco de Assis, Santuário de Nossa Senhora do Carmo, Catedral de Nossa Senhora da Assunção, Capela de Santo Antônio, Conjunto Arquitetônico da Rua Direita e Igreja da Arquiconfraria. Confira mais detalhes de algumas opções de passeio nesta cidade histórica de Minas:

Passeio Rua Direita e Minas da Passagem

Foto: Divulgação / Minas da Passagem

Grande destaque em Mariana, a Rua Direita é a segunda via mais antiga da cidade. O local guarda um rico conjunto arquitetônico em estilo colonial. A rua abriga locais como a Casa do Barão de Pontal, ex-governador de Minas, a Casa Setecentista, construída no final do século XVIII e onde podem ser encontradas coleções de preciosos documentos, e a antiga casa do poeta simbolista Alphonsua de Guimarães, atualmente um museu.

Situada a cinco quilômetros de Mariana, sentido Ouro Preto, está a Minas da Passagem. É a maior mina de ouro aberta à visitação, local que concentra um lago natural e galerias a 120m de profundidade, que podem ser conhecidas por meio de um trólei. A área ainda abriga um restaurante, especializado na cozinha mineira e nos doces caseiros típicos da região, uma loja de artesanato local e o Museu da Mina, com peças do ciclo do ouro.

Serviço

Minas da Passagem
Endereço: Rua Eugênio Eduardo Rapallo, 192
Preço: R$ 20 (crianças) e R$ 24 (adulto).
Telefone: (31) 3557-5000.

Passeio Museu Arquidiocesano e Igrejas

Foto: Divulgação / Museu Arquidiocesano

Em Mariana, uma boa opção é conhecer pontos como o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra. O local, fundado em 1962 pelo Arcebispo Dom Oscar de Oliveira, reúne objetos trazidos de paróquias, igrejas, capelas, seminários, do Palácio Episcopal, da Arquidiocese de Mariana, entre outros lugares. O acervo conta com 2 mil peças, entre esculturas, pinturas religiosas e civil, paramentos litúrgicos, louças, porcelanas e cristais.

Esse roteiro pode incluir ainda a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que foi construída em meados do século 18 e que traz no teto uma pintura de Manoel da Costa Ataíde, e a Capela de Santo Antônio, o templo mais antigo da cidade. A edificação foi erguida pelo bandeirante Salvador Fernandes Furtado em 1711, sendo considerada igreja matriz até a construção da Igreja Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção.

Serviço

Museu Arquidiocesano de Arte Sacra
Endereço: Rua Frei Durão, 49.
Preço: R$ 3,00.
Mais informações: (31) 3557-2516.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
Endereço: Praça do Rosário, s/n.
Preço: Grátis.
Mais informações: (31) 3557-1179.

Capela de Santo Antônio
Endereço: Rua do Rosário, s/n.
Preço: Grátis.

Passeio de Trem da Vale

Foto: Divulgação / Trem da Vale

Com saídas às sextas, sábados e domingos (quintas - somente no período das férias), o Trem da Vale percorre a ferrovia de Ouro Preto. Com obras iniciadas em 1883 e concluídas em 1914, a linha férrea permite deslocamento até a cidade de Ouro Preto. Atualmente, uma locomotiva a diesel G8, da Fundação Vale, realiza o passeio.

Para sentar em um dos cinco vagões que fazem o trajeto, os interessados precisam desembolsar R$ 22 (ida) ou R$ 35 (ida e volta). O trem, que conta ao todo com 240 lugares, mantém desenhos antigos e interior em madeira. A velocidade média do percurso - entre 20 e 25 km/h - permite que os viajantes vejam com detalhes belas paisagens.

Serviço

Endereço: Praça Juscelino Kubitschek, s/n.
Preço: R$ 22,00 e R$ 35,00.
Mais informações: (31) 3557-3844.



Atualizado em 12 Fev 2014.

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