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Veja as dicas dos especialistas para investimento e saiba como negociar melhor suas dívidas com os bancos



Por impulso ao financiamento mais acessível, muitos consumidores acabam aderindo às compras em cartão de crédito, carnês e cartões de lojas. O resultado é uma fatura exorbitante, um limite estourado no cheque especial e até o medo de receber uma ligação do gerente do banco. Nessas horas, você já sabe que se endividou além da conta e, desesperado, acaba recorrendo a novas dívidas para pagar as que já estão vencidas.

Segundo pesquisa realizada pela consultoria financeira Serasa Experian, os consumidores brasileiros se encontram com reduzida capacidade de honrar os compromissos financeiros. De acordo com o levantamento realizado com 450 mil tomadores de crédito no país, o risco de inadimplência cresceu em todas as faixas de renda. Se você já está ou corre sério risco de ficar entre eles, conheça as maneiras de melhorar sua saúde financeira negociando as suas taxas bancárias e sabendo qual investimento faz seu dinheiro render mais.

Identifique o problema

Caso já tenha perdido a noção das despesas e não consiga mais administrar sua renda, saiba que, antes de qualquer coisa é essencial montar um planejamento, fazendo uma planilha com todas as dívidas, datas de vencimento, valores atualizados e custo do atraso (rolagem de dívida, multas, taxas inseridas). "Digo que é rápido entrar em dívidas. Para quitá-las, às vezes, é mais demorado, portanto faz-se necessário empenho, persistência e paciência", aponta o economista Welinton dos Santos. 

O economista indica um critério de separação de contas, de acordo com o nível de obrigação. As básicas são as de difícil negociação, mas com possível queima de gordura (água, luz, gás, condomínio, prestação do imóvel financiado, automóvel, despesas de alimentação, condução e outros). As necessárias precisam de análise da real importância e, se for o caso, pode ter sua suspensão temporária (telefone, seguro de vida, convênio médico, farmácia, etc). Por último, as contas de manutenções, mais fáceis para negociar, evitar ou protelar (cartão de crédito, carnês de lojas, impostos, internet, salão de beleza, lazer e coisas do gênero).



Negocie com o banco

A livre concorrência entre as inúmeras instituições financeiras aliado ao baixo valor atual da taxa Selic (índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelos mercados se balizam) faz do correntista mais apto a negociar com os bancos. Os especialistas indicam fazer uma pesquisa de mercado, recorrer sempre aos gerentes para esclarecer dúvidas e concentrar atividades em um único banco, para diminuir gastos financeiros que pode até chegar a zero a taxação, de acordo com as suas aplicações.

Você precisa analisar o tipo de serviço que pretende adquirir e se está usufruindo todo o pacote contratado para, a partir, daí lutar por reduções de taxas e encargos por movimentação. Evite também fazer essa transação quando estiver atolado em dívidas, pois nessas horas você fica vulnerável a taxas mais altas e a um crédito limitado.

Na hora do aperto, escolha o serviço ideal

Cheque especial

Oferecido para os correntistas, o cheque especial é uma linha de crédito pré-aprovada em conta corrente, variando de acordo com a renda mensal. Indicado para situações de emergência e valores baixos (até R$200,00). Não deve ultrapassar 20 dias e têm juros mensal médio de 7,3% (mais IOF).*

Empréstimo pessoal

Determinado pela renda do consumidor, o empréstimo pessoal é obtido através de nome limpo, com o valor recaindo direto na conta corrente. Com uma taxa de juros média de 5%*, é uma aplicação recomendada para diversas finalidades, principalmente para dívidas de cartão de crédito e cheque especial, que tem a tarifação mais cara. Indicado para pessoas que não tem como comprovar renda. Não comprometa mais do que 25% da renda e evite o longo prazo.

Cartão de crédito

Obtidos através de bancos e administradoras de cartões, o cartão de crédito é utilizado em estabelecimentos comerciais para compras de bens diversos. Acabou substituindo os famosos cheques pré-datados de curto prazo por ter a praticidade de pagamento em até 40 dias sem juros. Torna-se um vilão quando não se paga o valor integral da fatura, recaindo taxas de juros média de 10,7%*. Evite cartões aliado a bandeiras de lojas - que podem cobrar até mais de 20% ao mês - e não use para rolar dívidas.



Onde aplicar

"Entre os investimentos, a poupança é o melhor retorno a curto e médio prazo, devido à queda da taxa Selic, que deixa os CDBs (títulos emitidos com prazos pré-fixados) com menores ganhos", aponta o economista e bancário, Wanderley da Silva, que investe na poupança há 10 anos. Apesar de ser mais rentável, o uso do CDB é recomendável apenas para correntistas que tenham uma capital sobrando, já que o custo financeiro dos impostos é alto e se o cliente tiver que fazer o resgate antes data, sua aplicação sofre incidência do IOF além do Imposto de Renda.

Agora se o correntista possui um valor maior para investimento, os especialistas recomendam fazer um financiamento imobiliário, já que o setor possui um incentivo governamental, tem taxas mais baixas, e o retorno a longo prazo é garantido. Em caso de abuso de tarifação, procure o PROCON e renegocie os valores através do Código de Defesa do Consumidor.

* Fonte: Associação Nacional de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac)

Atualizado em 1 Dez 2011.

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