Guia da Semana

Quem diria: 57 anos depois do clássico com Charlton Heston, uma nova versão de “Ben-Hur” está chegando aos cinemas, com direito a um Judah Ben-Hur furioso interpretado por Jack Huston, um Messala amargurado vivido por Tobby Kebell, um Jesus Cristo encarnado pelo brasileiro Rodrigo Santoro e uma corrida de bigas para fã nenhum botar defeito.

Se você quer saber se o remake, que estreia no dia 18 de agosto e é dirigido por Timur Bekmambetov (“O Procurado”), vale o seu ingresso, confira 4 motivos para assistir a “Ben-Hur” nos cinemas (e 1 para pensar duas vezes):

Huston e Kebell formam uma grande dupla


Antes de viver Ben-Hur, Jack Huston já foi Jack Kerouac em “Versos de Um Crime” e George Wickham em “Orgulho e Preconceito e Zumbis”, enquanto Toby Kebbell é mais conhecido pelo papel do vilão Koba na franquia “Planeta dos Macacos”, além de ter vivido Durotan em “Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos”, ambos usando captura de movimento. No novo filme, a dupla mostra que é capaz de explorar uma vasta gama de sentimentos e exibe uma química perfeita, tanto como irmãos e amigos quanto como inimigos mortais.

Rodrigo Santoro interpreta Jesus

Os fãs de Santoro podem ficar tranquilos: desta vez, o galã tem um papel importante no filme e, mesmo com poucas falas, sua presença é marcante. O ator brasileiro interpreta Jesus Cristo em diversos pontos da trajetória do personagem e do protagonista: desde quando o cristianismo ainda era só uma ideia de amor, que se espalhava lentamente pelo povo oprimido pela ocupação romana, até a crucificação, que transforma a visão de Ben-Hur sobre a violência de seus atos.

Esta versão não é tão longa quanto a de 1959

Pode admitir: você provavelmente não teve paciência para assistir ao filme clássico inteiro, com suas três horas e meia – ou, se teve, bem que gostaria que ele tivesse alguns minutinhos a menos. Pois a nova versão se condensa em apenas duas horas e, com exceção do final um pouco apressado, o ritmo não é um problema e a história é contada com todos os detalhes necessários.

A corrida de bigas faz jus ao título

Se há uma cena que todo o mundo conhece de “Ben-Hur”, é a famosa corrida de bigas, quando os amigos (irmãos de criação, na nova versão) Judah e Messala se enfrentam numa competição de vida ou morte. No novo filme, a cena é bem parecida e igualmente grandiosa – e, acredite, filmada com cavalos reais, sem a adição de efeitos digitais, como mostra este vídeo:

E os pontos negativos?

O novo Ben-Hur é diferente do anterior em diversos elementos e, em sua maioria, as mudanças vêm para o bem – com exceção da sequência final, após a corrida. No lugar de uma revelação sutil em meio à desgraça, aqui o que se tem é um conjunto de milagres que chegam de uma só vez, forçando um final excessivamente feliz que, se considerarmos tudo o que acontecera até ali, parece incoerente. A canção final também soa terrivelmente deslocada.

Num balanço completo, “Ben-Hur” é um filme bem construído, envolvente nas relações entre os personagens e intenso na ação e na emoção, com um ritmo capaz de embalar novos e antigos fãs. O encerramento, porém, não acompanha a qualidade da obra e o público pode sair com uma sensação ruim, prejudicando toda a experiência. Apesar disso, o saldo é positivo. Vale a pena.

Por Juliana Varella

Atualizado em 20 Ago 2016.