Guia da Semana

A década da mulher

Colunista lembra de como muitos fatos que acontecem hoje são reflexos da década de 50.

Foto: Imdb.com
Marilyn Monroe


Assistindo a filmes antigos, nasceu minha paixão pelos anos 50.Decoração, carros, moda, tudo. Essa não deixa de ser uma décadainjustiçada, já que, quando lembramos dessa época, só se fala darevolução de comportamento dos anos 60 e o seu rock n´roll, e oshippies dos anos 70 e sua moda psicodélica. Mas são os menosprezadosanos 50, que carregam as sementes das transformações do que viria aseguir. Foi nessa época que nasceu a força e a coragem para asmudanças essenciais no mundo de hoje. Após o final da Segunda GuerraMundial, em 1945, chegou o momento da reconstrução, não só de lugaresdevastados, mas de esperanças. Os protestos contra preconceitosraciais começavam a dar seus sinais, assim como todos os valoressociais e morais já eram questionados.

A sociedade ainda era conservadora, mas o primeiro passo para uma mudança inevitável já havia sido dado, com as mulheres deixando seus lares para trabalharem durante a guerra e ajudando a juntar os cacos depois. Para mim, os anos 50 foram a década da mulher. Foi quando ela colocou os pés no mundo.

Se por um lado, a mulher despertou para o mundo lá fora, descobrindo seus potenciais e desejando participar dele, por outro tornou-se extremamente feminina. Rita Hayworth explodia em sensualidade no filme Gilda, no final dos anos 40. Havia também Audrey Hepburn, com sua cigarrilha e o famoso pretinho básico. Elas enchiam de glamour as telas de cinema. A moda nunca foi tão sutil e elegante, enaltecendo as formas femininas. A maquiagem, que valorizava os olhos, marcava a elegância de uma mulher ousada, porém, requintada.

Foto: Imdb.com
Audrey Hepburn


Nasceu o Chanel 5, perfume favorito de Marilyn Monroe, a deusa descoberta nos anos 50. No Brasil, a mulher também buscava outros horizontes e as mudanças foram marcadas pela voz feminina no rádio. Assim despontavam as divas da MPB, como Emilinha Borba, Marlene e Ângela Maria, para citar algumas. Seus fãs lotavam os programas de rádio e deliravam com os timbres que simbolizavam novos tempos.

Mas façamos jus aos homens. James Dean, com sua jaqueta de couro, no filme Juventude Transviada, deu origem à rebeldia jovem e suas contestações, que tomariam contornos mais explícitos nos anos 60. E tem Marlon Brando, no filme Um Bonde Chamado Desejo, dando aula de sensualidade com sua camiseta branca estilo "baby look", usada por rapazes musculosos. Na minha opinião, tudo o que permeia o mundo moderno nasceu nos anos 50, inclusive o rock ´n roll, chamado de filho do blues, que teve seu auge nessa época. Bill Haley e Elvis Presley começavam a mostrar o que era delirar ao som de uma música, sem as drogas e a histeria da década seguinte. E hoje, vivemos os reflexos de tudo o que começou na década de 50, sem que tenhamos conseguido nos reinventar tanto assim.
Quem é a colunista: Alguém que adora animais, escrever, fotografar, passear por aí.

O que faz: Jornalista e professora de inglês

Pecado gastronômico: Todas as massas e muito chocolate.

Melhor lugar do mundo: Minha casa ao lado dos meus bichos. Ah e tem também a praia de Garopaba em SC.

Fale com ela: lcimatti@gmail.com

Atualizado em 6 Set 2011.

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