Guia da Semana

Arrancando boas risadas, "Os Caras de Pau" mostra a empatia de Leandro Hassum e Marcius Melhem

A adaptação do seriado homônimo entra em cartaz no dia 25 de dezembro e é uma ótima opção de humor para as férias.

Depois de "Vestido Pra Casar" e "O Candidato Honesto", Leandro Hassum volta aos cinemas com "Os Caras de Pau em O Misterioso Roubo do Anel". Desta vez, ao lado do parceiro Marcius Melhem, Hassum leva às telonas as peripécias e a empatia da dupla que vimos nas três temporadas do seriado da Rede Globo. O filme, que estreia no dia 25 de dezembro, ainda traz atuações de Christine Fernandes e André Mattos.

No filme, Pedrão (Melhem) e Jorginho (Hassum) são dois seguranças escalados para cuidar de um valioso anel, em exposição em um museu no Rio de Janeiro. A joia, herança de família da socialite Gracinha de Medeiros, tem valor inestimável e cabe à atrapalhada dupla garantir a sua segurança. A confusão começa quando o objeto, em meio a uma tentativa de roubo, vai parar do estômago de Jorginho. Começa, então, uma perigosa corrida pelo anel. É que o objeto é mais cobiçado do que o imaginado: Pedrão e Jorginho passam a ser perseguidos por uma quadrilha de samurais, além de uma família de mafiosos portugueses. A partir daí, é uma bagunça atrás da outra, em um roteiro cheio de reviravoltas e boas sacadas de humor.

Após conferir dois filmes do humorista só em 2014, as expectativas acerca do filme vieram em mão dupla: será que os trejeitos de Hassum não soarão artificiosos, como vimos anteriormente? Será que não se passará apenas de uma comédia comercial repleta de esteriótipos? A boa notícia é que "Os Caras de Pau" consegue ultrapassar as possíveis críticas. O resultado é mediano, entretanto, a empatia de Hassum e Melhem seguram o roteiro e seus clichês de praxe. Mesmo que as piadas não sejam lá tão originais, o filme consegue arrancar o riso e firmar o talento da dupla.

No final, parece que, infelizmente, não se pode esperar muito de uma comédia comercial. São poucas vezes em que a narrativa apresenta alguma novidade, fugindo do típico esquema hollywoodiano. Os esteriótipos, por sua vez, estão sempre presente - é difícil não se incomodar com as ácidas pitadas de preconceito. "Os Caras de Pau", assim como "Vestido Pra Casar" ou qualquer outro, levam à reflexão: quando o cinema brasileiro deixará de lado as ofensas e vai entreter o espectador com humor de qualidade? Ainda estamos longe. Enquanto isso, "Os Caras de Pau" mostra-se como uma boa opção para as férias. Espere diversão barata - e nada mais.  

Atualizado em 2 Dez 2014.

Por Ricardo Archilha
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