Guia da Semana

Cilada.com chega aos cinemas

Com sucesso na TV paga e no quadro do Fantástico, Cilada ganha às telonas com um misto de comédia e romance, de olho no público jovem

Foto: Divulgação

Bruno faz de tudo para reconquistar a sua honra masculina

Bruno (Bruno Mazzeo) vê a sua vida se transformar em um inferno após trair a namorada, Fernanda (Paes Leme), na sua frente. Isso porque, tomado de ira, ela decide se vingar e publica na web um vídeo de uma 'transa inesquecível' de, aproximadamente, 12 segundos. A performance para lá de embaraçosa faz o publicitário virar alvo de piada dos colegas no trabalho, na rua e até na internet. Em meio às alternativas mais insólitas para livrar a sua cara - como recorrer a programas de fofoca na TV e encontros com mulheres pra lá de duvidosas - descobre que entrou na grande roubada da sua vida.

O filme Cilada.com chega com força a 400 salas de cinema a partir de 8 de julho. Bruno Mazzeo e Rosana Ferrão dividem o roteiro. A produção é de Augusto Case e a direção fica por conta de José Alvarenga Jr, que tem em seu currículo filmes como Divã, Os Normais (dois episódios), além da série Diarista, da TV Globo.

Inspirado na sitcom produzida em seis temporadas no canal a cabo Multishow, o longa usa a comédia como gancho, mas aprofunda os personagens apimentando a produção com o romance. Para embalar esse clima, Bruno Mazzeo decidiu que a música do filme seria cantada por Lobão, um dos ídolos da sua geração. Regravada especialmente para o longa, Por tudo que For recheia a história.

Público e privado

Foto: Divulgação

A comédia chega a 400 salas de cinema no Brasil

O roteiro para filme surgiu depois que o diretor Alvarenga leu no jornal uma história semelhante, e chegou à conclusão, junto com Bruno Mazzeo, que renderia um bom ponto de partida para o filme. "A Internet diminuiu a diferença entre o público e o privado e a gente tentou mostrar no filme essa quebra das quatro paredes de casa para o mundo", resume Mazzeo. Apesar de seu personagem ter causado a polêmica, Fernanda Paes Leme exerga arrependimento nele e dá a dica para essas situações. "Com certeza o meu personagem não pensou direito e não sabia das consequências que o vídeo iria trazer. Sou a favor de contar até dez nessas situações", aconselha.

Os protagonistas são apoiados por um time de peso, formado por Carol Castro, Serjão Loroza, Fabiula Nascimento, Fúlvio Stefanini, Thelmo Fernandes e Augusto Madeira. O filme, que conta com cerca de 60 participações especiais, ainda tem Marcos Caruso, Dani Calabresa, Milhem Cortaz, Fernando Caruso e muitos outros.

Filme x seriado

"Tivemos a preocupação de não fazer um filme que parecesse um episódio esticado. Para isso, usamos alguns personagens que já existiam, inventamos outros e criamos uma história independente do programa", ressalta Bruno Mazzeo. Segundo o ator-comediante, mesmo a pessoa que nunca tenha visto a série pode se identificar com a situação. Apesar da afirmação, o público fã do programa na TV pode encontrar referências a alguns episódios, como no Hóspede, na quinta temporada.

Foto: Divulgação

Será que Fernanda perdoa a sua traição?

Mesmo que a história tenha surgido do sucesso da sitcom, a promessa é que ela ganhe um pouco de profundidade agora com a transição para o cinema. "Queríamos colocar uma carga emocional que a série não explorava tanto. É uma história amorosa contada de uma maneira muito peculiar e dentro do perfil do Bruno", aponta Alvarenga. Aproveitando o filme, serão lançados os dois últimos boxes do seriado que acabou em 2009 e ainda hoje é reprisada. Mazzeo considerada seu programa como o "Chaves" da TV paga (antigo programa humorístico mexicano que até hoje faz sucesso no SBT).

Briga de cachorro grande

Apesar do sucesso, Bruno afirma que a série não terá novos episódios. "O filme coroou esse projeto e a gente parte pra outra, como está acontecendo. Garanto que ela ainda terá uma sequência nos cinemas, só falta achar uma boa história", ironiza Mazzeo.

Apesar de chegar aos cinemas no mês da estreia de dois arrasa-quarteirões - Transformers e o último filme da série Harry Potter -, o diretor acha que hoje dá para concorrer com o cinema estrangeiro. "Há 15 anos estávamos na mão somente do Renato Aragão. Avançamos muito na comédia e hoje podemos considerá-las blockbusters. Acho que essa briga é boa, não estamos preocupados em ganhar, queremos conquistar um bom espaço para exercer o direito de fazer bons filmes", resume José Alvarenga Jr.



Atualizado em 6 Set 2011.

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