Guia da Semana

Cinema nacional

São esperados 36 filmes nacionais para o segundo semestre de 2007.

O renomado A Casa de Alice é um dos nacionais programados para 2007.

Em 2006, a produção nacional conseguiu levar às telas de cinema 73 longas, uma boa quantidade para um país que não está tão acostumado a assistir seus próprios filmes. Este ano não parece ser diferente. Já na primeira metade de 2007, surgiram obras que alcançaram resultados bastante satisfatórios, como O Cheiro do Ralo e Não Por Acaso, com mais de 150 mil espectadores cada.

Tiveram também outros que, apesar de elogiados, não chegaram a cativar o público, como Cão Sem Dono. Mas há quem tenha conseguido grande bilheteria. É o caso de A Grande Família - O Filme, com mais de 2 milhões ingressos. Apesar do público ainda relativamente baixo, a grande quantidade de filmes faz com que os brasileiros se acostumem a se ver nas telas e contribui para melhor qualidade das obras. O segundo semestre já começou com a boa recepção de Saneamento Básico (foto), mas vem mais por aí.

Duas produções da Globo Filmes estréiam em agosto. Primo Basílio, uma adaptação da obra de Eça de Queiroz, ambienta o clássico nos anos 50, em São Paulo. O filme conta com Débora Falabella, Reynaldo Gianecchini e Fábio Assunção, no famoso triângulo amoroso. A série Cidade Dos Homens, descendente direto do sucesso Cidade de Deus, também chega às telas, revelando as dificuldades de Acerola e Laranjinha ao chegar à idade adulta.

Além destes, em agosto, estréia outro filme aclamado pela crítica. O documentário Santiago, de João Moreira Salles, fala sobre as dificuldades do próprio cineasta em conseguir realizar uma cine biografia do mordomo de sua família, anos antes.

Setembro apresenta o elogiado Querô (foto), adaptado da obra do dramaturgo Plínio Marcos, de 1976. O longa conta a dura história de um órfão, filho de uma prostituta que se matou bebendo querosene. Baseado no romance As Pelejas de Ojuara, de Nei Leandro de Castro, no mesmo mês estréia O Homem que Desafiou o Diabo, com Marcos Palmeira. Narrado em forma de cordel, conta a história de Zé Araújo, que se revolta e decide mudar de vida, se tornando o Ojuara. O ator também estará em JK - Bela Noite Para Voar, de seu pai, Zelito Viana. Vivendo o papel de Carlos Lacerda, ele ajuda a contar o dia em que o presidente Juscelino Kubitscheck conhece sua futura amante.

Outubro trará o líder do Charlie Brown Jr., Chorão, estreando como roteirista em O Magnata (foto), em que um astro do rock, interpretado por Paulo Vilhena, vive as custas do dinheiro do pai, sem pensar nas conseqüências.

Em novembro, um grande sucesso brasileiro em festivais internacionais, estréia em telas tupiniquins. Falando sobre o dia-a-dia de uma família de classe média baixa da cidade de São Paulo, A Casa de Alice foi aclamado no famoso Festival de Berlim. Já a estréia do ator Miguel Falabella é na direção, com Polaróides Urbanas, que chega em novembro. Várias mulheres mostram suas fragilidades neste filme que é baseado na peça Como Encher um Biquíni Selvagem, visto por mais de 800 mil pessoas nos teatros. O ator também deve aparecer, ainda em 2007, em Cleópatra, no papel de Júlio César. O filme conta a história da rainha do Nilo, interpretada por Alessandra Negrini, e tem direção do cineasta marginal Júlio Bressane.

Também sem data confirmada para chegas aos cinemas estão dois filmes bastante elogiados. Noel - Poeta da Vila (foto) fala sobre o sambista Noel Rosa e sua relação com a amante Ceci, interpretada por Camila Pitanga, para quem compôs Último Desejo. O filme traz Supla no papel de Mário Lago. E ainda deve estrear Serras da Desordem, um misto de ficção e documentário sobre um índio que perde suas raízes. O longa de Andrea Tonacci é considerado, pela crítica independente, o melhor do ano.

Estes, porém, são apenas um terço dos filmes brasileiros previstos para o segundo semestre de 2007. Até o mês de junho, segundo dados da revista eletrônica Filme B, foram lançados comercialmente 40 nos cinemas e estão previstos mais 36 para o restante do ano. Resta ao público conferir o que vem por aí e torcer para que a grande quantidade de filme possa fazer com que a qualidade seja cada vez maior nos produtos nacionais.

Atualizado em 6 Set 2011.

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