Guia da Semana

Começa o Festival de Brasília

Evento traz filmes inspirados em textos e autores brasileiros.

De Rogério Sganzerla a Beto Brant, o Festival de Brasília já revelou uma infinidade de talentos. Durante 38 edições, que começaram em 1965 e foram interrompidas apenas pela escalada do autoritarismo militar entre 1972 e 1974, o evento se tornou um marco do calendário nacional de cinema. A 39 edição começa hoje e traz um leque de filmes que encontram fortes referências em textos brasileiros.

Dos três documentários selecionados para competirem, apenas Jardim Ângela, sobre um dos bairros mais violentos da periferia de São Paulo, dirigido por Evaldo Mocarzel, não traz nenhum autor nacional como base. O Engenho de Zé Lins, de Vladimir Carvalho, é um retrato do escritor de Fogo Morto e Menino de Engenho, José Lins do Rego. Mostra o ambiente em que ele passou a sua infância, que influenciou pesadamente a sua obra, e traz um perfil de um dos principais nomes da primeira fase do modernismo literário brasileiro. Encontro com Milton Santos ou o Mundo Global Visto do Lado de Cá, de Silvio Tendler, discute a globalização a partir do olhar de Milton Santos, considerado um dos principais nomes da Geografia brasileira.

Do lado do cinema ficcional, Batismo de Sangue, de Helvécio Ratton, se baseia no livro homônimo de Frei Betto para contar a história dos religiosos que apoiaram a luta armada contra a ditadura militar. Querô é a adaptação da peça de teatro de mesmo nome, escrita por Plínio Marcos. Apenas Baixio das Bestas, de Cláudio Assis, o mesmo de Amarelo Manga foge dessa órbita textual e foca seu drama na vida de Auxiliadora, menina explorada pelo avô e que vive em uma pequena comunidade ligada à cultura da cana. Além destes longas, que primam em boa parte pela ousadia, o Festival também traz uma série de curtas-metragens. Na abertura, Romance do Vaqueiro Voador, filme que mescla documentário e drama, será exibido. Já na festa de encerramento, é a vez de Hercules 56, com depoimento dos presos políticos libertados em troca do fim do seqüestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1968, ganhar as telas.

Atualizado em 6 Set 2011.

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