Guia da Semana
Cinema
Por Juliana Varella

Confira 3 motivos para assistir a “Águas Rasas”

Longa com Blake Lively estreia no dia 25 de agosto.

Diretor explora a câmera sob a água para criar tensão (Divulgação)

No dia 25 de agosto, chega aos cinemas um filme que vai trazer de volta o seu medo de tubarões. “Águas Rasas”, de Jaume Collet-Serra (“Sem Escalas”), conta a história de uma mulher (Blake Lively) que acabou de perder a mãe e decide visitar uma praia isolada que tinha um significado especial para ela. Lá, ela tem o azar de cruzar o caminho de um tubarão-branco e se vê ilhada numa pequena pedra próxima da costa, sem ninguém para quem pedir ajuda.

Quer saber o que esperar desta estreia? Confira 3 motivos para assistir a “Águas Rasas”:

1. Blake Lively

A atriz californiana é o principal motivo pelo qual você deveria ir correndo assistir ao filme. Como em outros clássicos solitários, Lively carrega o filme sozinha, oscilando entre a postura despreocupada de surfista, o luto pela morte da mãe e a adrenalina necessária para enfrentar um tubarão numa praia deserta e ainda escapar com vida.

2. Direção

“Águas Rasas” não é nenhum “Tubarão”, mas consegue construir um bom suspense. Desde os primeiros minutos, o diretor reveza a visão aérea com uma câmera submersa, fazendo com que o público espere constantemente por um ataque, mas não saiba exatamente quando ele virá. Além disso, o visual é estonteante, em parte graças a esses takes aquáticos (com exceção de uma cena envolvendo águas vivas, que parece extremamente falsa), em parte pela beleza natural da praia, localizada entre a Nova Zelândia e a Austrália (no filme, ela fica no México) e valorizada por grandes panorâmicas.

3. Referências

O primeiro título que vem à mente quando pensamos em “Águas Rasas”, é claro, é “Tubarão”, de Steven Spielberg. De fato, o longa carrega um pouco da herança do maior duelo do ser humano contra um animal selvagem na história do cinema, mas as referências mais fortes não estão ali.

Ao contrário de explorar o medo da criatura, lançando sinais de sua presença sem, contudo, mostrá-la até que a tensão esteja no máximo - como fizera o longa de 1975 -, este filme não hesita em revelar o animal, adotando uma trajetória muito mais semelhante às dos dramas de sobrevivência, como “Náufrago”, “As Aventuras de Pi” e “Gravidade”.

Este último, talvez, seja o que tem a estrutura mais próxima de “Águas Rasas”: após uma tragédia pessoal, a protagonista vive uma sequência de provações, passa por estágios de negação, esperança, desistência, recuperação e aquela última faísca de energia que pode ou não tirá-la daquele buraco negro. Além disso, como em “Náufrago”, ela tem um companheiro de oásis (uma gaivota) e, como em “As Aventuras de Pi”, sua sobrevivência no mar com poucos recursos improvisados ocupa grande parte da trama.


Por Juliana Varella

Atualizado em 24 Ago 2016.

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