Guia da Semana

Crítica: Adam Sandler vive um sapateiro com poderes mágicos em “Trocando os Pés”

Comédia desperdiça o potencial de uma boa história e não consegue dosar o humor e o drama.

Uma nova comédia protagonizada por Adam Sandler chega aos cinemas no dia 28 de maio. Se fosse há dez anos, isso significaria grandes bilheterias e um público fiel, mas não hoje. O ator, que estourou nos anos 90 com filmes como “Um Maluco no Golfe” e “O Paizão”, vem perdendo credibilidade após um período de trabalhos esquecíveis (“Gente Grande 2”, “Juntos e Misturados”) e polêmicas envolvendo o desrespeito com atores nativo-americanos em seu próximo filme, “Ridiculous Six”.

Trocando os Pés” tenta retomar alguns dos padrões que marcaram os melhores filmes de Sandler: o protagonista inocente, uma situação fantástica, alguns erros bem intencionados e uma grande lição de vida ao final. O filme, entretanto, passa longe de ser o novo “Click”, preferindo se manter raso e previsível para não exigir muito do público.

O longa acompanha Max, um sapateiro que herdou o negócio do pai, mas foi abandonado por ele quando ainda era adolescente. Insatisfeito com o trabalho e a vida sem desafios, Max descobre uma antiga máquina de costura no porão, que tem o poder de transformá-lo no dono de qualquer sapato.

Com clientes tão variados quanto um líder de gangue, um travesti e um modelo italiano, o sapateiro tem sua chance de experimentar outras vidas – mas não o faz. Prefere se passar pelos outros para cometer pequenos delitos, como comer de graça num restaurante chique, sequestrar um carro ou invadir a casa de um cliente mal educado.

As confusões geradas pela mágica não ficam apenas nos mal entendidos, mas acabam envolvendo um assassinato e um acidente de carro (possivelmente o maior clichê do cinema atual). Para estranhamento do público, porém, essas situações são encaradas com humor pastelão e não com o toque dramático que caberia facilmente num filme de Sandler.

“Trocando os Pés” é uma comédia leve com uma premissa diferente, mas que não aproveita seu potencial. Sem ousadia, ela acaba sendo apenas mais uma opção entre tantas outras do gênero, passageira e pouco engraçada.

 

Atualizado em 28 Mai 2015.

Por Juliana Varella
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