Guia da Semana
Cinema
Por Juliana Varella

Crítica: “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” equilibra aventura e terror e recupera o espírito do clássico de 93

Filme estreia no dia 11 de junho e é produzido por Steven Spielberg.

Chris Pratt e Bryce Dallas Howard são os protagonistas da aventura (Divulgação)

Velociraptors, pteurossauros e estegossauros estão de volta às telonas neste fim de semana, fazendo marmanjos voltarem à infância e crianças descobrirem os prazeres da saga jurássica (ou cretácea?) criada por Steven Spielberg. O quarto filme da série, “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros”, segue a mesma fórmula do clássico de 1993, misturando ciência, aventura e terror numa dose adequada para famílias, enquanto traz novas e maiores criaturas, como o gigante aquático Mosassauro e o grande vilão da vez, Indominus Rex.

Os fãs de longa data vão reconhecer diversas referências ao filme original (algumas sutis, outras nem tanto, como a presença do ator BD Wong de volta ao papel de Dr. Wu), o que dá à produção um quê de nostalgia. Apesar disso, o filme tem olhos fincados no público infantil e juvenil, por isso não economiza nas cenas de ação, tem um protagonista super-herói (Chris Pratt, que já interpretou Star Lord em “Guardiões da Galáxia”) e oferece uma das batalhas mais divertidas que o cinema de monstros já viu.

A história se passa vinte e poucos anos após os eventos de “Jurassic Park” e o parque idealizado por John Hammond finalmente se tornou realidade. Todos os dias, cerca de 20 mil pessoas circulam pelas florestas da ilha Nublar para ter experiências controladas com animais pré-históricos recriados geneticamente, num misto de museu, zoológico e parque temático.

Claire (Bryce Dallas Howard) é uma das administradoras desse complexo turístico e tia de Gray (Ty Simpkins) e Zach (Nick Robinson). Os meninos vão ao parque para passar um fim de semana “em família”, mas Claire não consegue encontrar tempo para eles. Afinal, é justamente nesse dia que sua próxima atração – o dinossauro híbrido Indominus Rex – começa a apresentar problemas.

A nova criatura foi desenhada para ser “maior, mais assustadora e mais legal” do que todas as outras do parque, mas ninguém imaginou que ela também seria muito mais inteligente. Quando, numa sequência arrepiante, o I-Rex consegue escapar da jaula, Claire recorre à ajuda de Owen (Pratt), uma espécie de adestrador de velociraptors, para deter a fera e salvar seus sobrinhos.

O personagem de Pratt pode ser plano e caricato, mas se encaixa perfeitamente no universo de Spielberg. Owen é forte e confiante (o “macho-alfa”, como ele mesmo brinca), pois é o herói necessário para transmitir segurança às crianças do filme e da plateia; mas também é alguém que se relaciona com os animais de forma respeitosa e passa uma mensagem positiva ao final.

Claire, por outro lado, representa a empresária calculista que toma todas as decisões erradas, mas depois coloca a mão na massa para se redimir e acaba aprendendo algumas lições de vida. No extremo da vilania, está o personagem de Vincent D’Onofrio, um general interessado em explorar os dinossauros como armas militares – um conceito novo e um pouco perturbador que o filme traz à franquia.

“Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros”  é dirigido pelo quase estreante Colin Trevorrow, que também assina o roteiro com outras seis mãos. O excesso de escritores envolvidos não impede, porém, que o filme tenha uma curva de tensão crescente e bastante firme, culminando num último ato sombrio e agressivo.

O longa estreia no dia 11 de junho e é a pedida perfeita para pais e filhos que procuram uma aventura à moda antiga. Assista numa tela bem grande.


Por Juliana Varella

Atualizado em 13 Jun 2015.

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