Guia da Semana
Cinema
Por Juliana Varella

Crítica: Ryan Gosling e Russell Crowe fazem de “Dois Caras Legais” uma das estreias mais engraçadas da temporada

Filme dirigido por Shane Black chega aos cinemas no dia 21 de julho.

Ryan Gosling e Russell Crowe interpretam detetives particulares na comédia de Shane Black (Divulgação)

Russell Crowe e Ryan Gosling podem ter tido carreiras bem distintas até aqui e, com certeza, não são a combinação mais óbvia que Hollywood já produziu, mas marque estas palavras: eles serão a sua próxima dupla favorita nos cinemas. Em “Dois Caras Legais”, comédia de ação de Shane Black (“Homem de Ferro 3”), os dois interpretam investigadores particulares rivais que se unem em busca de respostas para o mesmo mistério: a morte de uma atriz pornô e o desaparecimento de uma garota chamada Amélia.

O filme é fortemente ambientado nos anos 70 e tem um clima contagiante envolto em tons pastéis, revolução sexual e consciência hippie. Gosling é Holland March, um pai solteiro com problemas alcoólicos contratado por uma senhora para encontrar sua sobrinha – a atriz pornô Misty Mountains, dada como morta pela polícia. Suas pistas levam a Amélia (Margaret Qualley), cuja ligação com o caso ainda é um mistério para ele.

Crowe, por sua vez, é Jackson Healy, um detetive contratado por Amélia para manter afastados homens como March – já que ela acredita estar sendo perseguida. Quando a jovem desaparece, os dois decidem trabalhar juntos e acabam descobrindo uma trama muito maior.

O maior mérito de “Dois Caras Legais” não é a investigação em si – apesar de ela ser bem amarrada e cheia de reviravoltas curiosas – mas sim o humor resultante de um roteiro inteligente e da química surpreendente entre os dois protagonistas. No maior estilo “good cop - bad cop” (policial bom-policial mau), Gosling e Crowe equilibram seus temperamentos como as duas metades de Yin e Yang: um é mais violento, o outro mais pacífico; um tem princípios morais fortes, o outro nem tanto; um é pé-no-chão, o outro tem a cabeça nas nuvens.

Quem também chama a atenção é a atriz-mirim Angourie Rice, que interpreta a filha de Holland, Holly (muita criatividade com os nomes aqui...). Esperta e pró-ativa, ela acaba compensando os deslizes do pai e completando o time como uma peça essencial, mais focada que os dois trapalhões. É claro que essa figura não é nova – a da criança mais adulta que os adultos – mas Holly mantém um lado infantil que a torna uma personagem mais interessante e única.

O filme tem algumas canastrices que o tornarão divertido para todas as idades, mas o foco é o público adulto, com suas referências hilárias à época, às ideologias juvenis e, é claro, ao mundo da pornografia. O longa se fecha como um episódio completo, deixando em aberto se esta será uma aventura isolada ou o início de uma franquia, mas não será surpresa se anunciarem uma sequência para breve. Healy e March, afinal, estão só começando e você vai querer vê-los novamente.


Por Juliana Varella

Atualizado em 20 Jul 2016.

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