Guia da Semana
Cinema
Por Juliana Varella

Crítica: Sean Penn vive herói de ação em “O Franco-Atirador”

Filme se apoia em clichês e desperdiça bom elenco.

Sean Penn interpreta Terrier, um atirador profissional perseguido após uma missão (Divulgação)

Quem diria que Sean Penn seria o próximo na lista de cinquentões de Hollywood a estrelar filmes de ação barata para reerguer a carreira? Em “O Franco-Atirador”, longa dirigido por Pierre Morel (“Busca Implacável”), Penn vive um assassino profissional que, depois de realizar um trabalho polêmico, passa a ser perseguido por homens misteriosos que querem matá-lo. Em outras palavras, não vão faltar tiros, explosões e uma mocinha em perigo.

A história se pretende complexa e tem um quê de denúncia: no Congo, nos anos 2000, companhias de mineração tramam contra um ministro para continuar exportando os recursos naturais, enquanto a violência reina solta no país. Nesse contexto, um atirador, uma enfermeira e um empresário vivem um triângulo amoroso.

A ação de fato se passa anos depois, quando Terrier (Penn) descobre que alguém está querendo eliminar todos os envolvidos na missão do Congo – sendo ele o próximo na lista. A luta por sobrevivência (no maior estilo video-game, com capangas brotando de todos os cantos) se mistura ao reencontro com a ex-namorada e com velhos amigos, numa sucessão de clichês sem qualquer função narrativa.

Terrier, por exemplo, sofre de uma doença que em nenhum momento se mostra relevante para o andamento da história – é apenas mais um padrão repetido exaustivamente em filmes de ação para “fragilizar” o herói. No sentido oposto, revelando sua força muscular, vem uma cena de surfe que também não se conecta a nada.

Outros detalhes incoerentes, como um tiroteio no meio de uma tourada que não chama a atenção de ninguém, ou um pedido de ajuda que simplesmente não é atendido, empobrecem ainda mais o roteiro.

O filme desperdiça grandes talentos, como Idris Elba e Javier Bardem (ainda mais caricato que o normal) e acaba sofrendo com a falta de um bom vilão, essencial para o gênero. Quanto à “mocinha”, interpretada por Jasmine Trinca, o perfil não poderia ser mais pobre: numa cena, ela chega a afirmar que se casou com outro por se sentir em dívida “como quando um bombeiro te salva de um incêndio”. Lidem com isso.


Por Juliana Varella

Atualizado em 8 Mai 2015.

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