Guia da Semana

Crítica: The Rock enfrenta tremores, explosões e um tsunami em “Terremoto: A Falha de San Andreas”

Filme explora ao máximo os efeitos especiais, mas não oferece mais do que isso.

Lembra quando você reclamava que os filmes de desastres naturais só serviam para mostrar cidades inteiras sendo destruídas, numa grande exibição de efeitos especiais? Pois este gênero acaba de ser elevado a um novo nível com “Terremoto: A Falha de San Andreas”, de Brad Peyton.

Dwayne “The Rock” Johnson é Ray, o herói que comanda toda a ação. Líder de uma equipe de resgate, ele passa os primeiros cinco minutos de filme trabalhando com seu time, e os outros 110 ignorando completamente essa função para correr sozinho atrás da ex-esposa e da filha em meio a uma série de terremotos.

Art Parkinson, Alexandra Daddario e Hugo Johnstone-Burt em cena do filme

“Cada um por si” parece ser o lema do filme, exceto por um pequeno núcleo formado por Alexandra Daddario, Hugo Johnstone-Burt e Art Parkinson. Ela interpreta a filha de Ray, Blake, e é a personagem mais habilidosa da aventura – tendo aprendido dicas preciosas de sobrevivência com o pai. É interessante ver como essa personagem inverte o estereótipo de “mocinha em perigo”, começando como uma vítima que precisa de ajuda e evoluindo para a melhor companhia que alguém poderia querer durante uma catástrofe.

Hugo e Art vivem os irmãos Ben e Ollie, dois britânicos que resolvem se arriscar para ajudar uma quase desconhecida, um pouco por altruísmo, um pouco por paixonite (e talvez um pouco pela perspectiva de impressionar um futuro chefe). De qualquer forma, o trio funciona bem e oferece algum frescor a um longa que, de resto, se resume a pequenos melodramas e um poder destrutivo de dar inveja a qualquer monstro japonês.

Paul Giamatti e Archie Panjabi em cena do filme

Outros nomes que aparecem para impulsionar a publicidade são Ioan Gruffudd (“Quarteto Fantástico” e “Forever”) e Paul Giamatti, mas nem eles conseguem tirar o foco dos prédios desmoronados, das pontes desmanchadas e da onda gigante.

Se puder, assista ao filme em 4D ou numa sala com alta qualidade de som, para uma imersão no maior estilo “parque de diversões”. Caso contrário, passe longe.

 

Atualizado em 28 Mai 2015.

Por Juliana Varella
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